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Presidente na fita

OAB vai ao Supremo pedir a divulgação das gravações de dono da JBS

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, vai pedir que o Supremo Tribunal Federal levante o sigilo das gravações feitas pelo dono da JBS, Joesley Batista, que incriminariam o presidente Michel Temer e outros políticos.

Se as gravações forem confirmadas, Temer perde a condição de presidir, diz Lamachia.
José Luis da Conceição/OABSP

"Se as gravações forem confirmadas, o presidente Michel Temer perde as condições que seguir à frente do Palácio do Planalto", afirma Lamachia. Seccionais estaduais da OAB também pedem que sejam liberadas as gravações, bem como a renúncia dos políticos que forem implicados.

Trechos da delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, foram divulgados pelo jornal O Globo. Segundo o jornal, o empresário apresentou gravações de conversas em que Temer aprece incentivando Joesley a pagar uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele não fizesse delação premiada. Temer também teria indicado que o empresário pagasse R$ 500 mil ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver problemas da empresa.

Professores ouvidos pela revista eletrônica Consultor Jurídico afirmaram que caso sejam confirmadas estas informações, o chefe do Executivo federal pode se tornar réu por ação penal no Supremo Tribunal Federal. Em nota, a Presidência da República negou as informações. A nota diz que o presidente "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

Parlamentares afastados
Nesta quinta-feira o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Loures foram afastados de seus mandatos por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O ministro também recebeu pedido de prisão preventiva de ambos, que deverão ser analisados pelo Plenário do Supremo.

O senador Aécio Neves, que já responde a seis inquéritos no STF, também teria sido gravado pedindo a Joesley Batista R$ 2 milhões, dinheiro que seria utilizado para pagar sua defesa na operação "lava jato". A irmã do senador, Andrea Neves, foi presa nesta quinta. Ela teria feito o primeiro contato com Joesley Batista, em nome de Aécio. 

Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão no Congresso Nacional, nas casas dos investigados e no Tribunal Superior Eleitoral. Na corte eleitoral, as buscas foram na Procuradoria-Geral Eleitoral, que tem sede no mesmo prédio. O alvo foi o procurador da República Ângelo Goulart Villela, também preso nesta quinta.

Os despachos do ministro Fachin ainda não foram divulgados. 

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2017, 10h02

Comentários de leitores

2 comentários

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Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Concordo com a OAB. É direito de todos saber o que de fato há nos autos dada a magnitude da questão.

Presidente da OAB-DF

Drake (Advogado Assalariado - Eleitoral)

Queremos também. E queremos que a OAB seja investigada, porque o presidente da Seccional do DF também foi delatado, convém destacar.

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