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Máquina de poder

39% dos envolvidos em crimes financeiros no Brasil são ligados a políticos

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Das 714 mil pessoas e empresas ligadas a crimes financeiros e delitos antecedentes à lavagem de dinheiro no Brasil, 281 mil ocuparam cargos políticos (eleitos ou nomeados) ou são sócios e parentes delas. Ou seja: 39% dos suspeitos de tais crimes possuem ligações políticas. É o que aponta levantamento da AML Consulting, que presta serviços de prevenção à lavagem de dinheiro, com base nos dados da plataforma Risk Money.

Empresa identificou mais de 11 mil pessoas ligadas a crimes da "lava jato", sendo 547 delas políticos suspeitos de corrupção.

E 10% das 281 mil pessoas relacionadas a políticos estão ligadas a crimes econômicos, como corrupção e peculato. A lista dos agentes públicos mais vinculados a esses delitos é encabeçada por prefeitos; seguidos de vereadores; deputados federais; deputados estaduais; e vice-prefeitos.

11.171 prefeitos e vice-prefeitos foram eleitos em 2016. Deste grupo, 1.833 estão envolvidos em crimes de diferentes naturezas, o que corresponde a 16,5% do total. 

Já dos 57.949 vereadores eleitos no mesmo ano, 2.110 também estão envolvidos em diferentes crimes, o equivalente a 3,6% do grupo. Pelo menos 163 dos investigados, ou 7,7% dos investigados, estão envolvidos com crimes de corrupção.

Efeito “lava jato”
A AML Consulting identificou mais de 11 mil pessoas e empresas ligadas aos crimes investigados na operação “lava jato”. Na visão de Alexandre Botelho, sócio fundador da consultoria, isso “mostra que esses crimes ocorrem devido também à contribuição e participação significativa do setor privado”.

Entre os envolvidos na operação, 2.264 estão relacionados a crimes econômicos, sendo 547 deles, ou 24%, políticos.

O cargo público que tem mais acusados na “lava jato” é o de deputado federal. Depois aparecem na lista senadores; prefeitos; deputados estaduais; e vereadores. O Distrito Federal é o ente com mais suspeitos: 223 (24,3% do total). Em seguida aparecem São Paulo, com 75 (8,1%); Rio Grande do Sul, com 74 (8%); Rio de Janeiro, com 65 (7%); e Bahia, com 57 (6,2%).

 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2017, 18h09

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