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Erros da satiagraha

Protógenes Queiroz tem pedido de prisão revogado pela Justiça Federal

A ordem de prisão contra o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, que está na Suíça, foi revogada pela Justiça Federal. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (28/6), em São Paulo, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Protógenes conduziu a operação satiagraha, anula por diversas ilegalidades. 

Segundo o advogado Adib Abdouni, defensor de Protógenes e responsável pela sustentação oral nesta quarta, os desembargadores concordaram que o ex-delegado da Polícia Federal não poderia participar fisicamente do processo por estar exilado.

“A prisão foi decretada para que ele participe das audiências, dê seu testemunho. Mas ele está sob tutela do governo suíço e não pode sair do país. Teriam outros meios para ele se fazer presente: videoconferência ou depoimento à Justiça da Suíça, após pedido de juiz no Brasil por carta rogatória”, afirma Abdouni, em entrevista à ConJur.

Foi a segunda ordem de prisão emitida contra Protógenes, ambas pela juíza federal Andréia Sarney, da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo. No julgamento desta quarta, votaram pela revogação da ordem de prisão o desembargador federal Paulo Fontes e a juíza federal convocada Marcelle Carvalho. Ficou vencido o relator do caso, juiz federal André Nekatschalow.

O ex-delegado e ex-deputado federal Protógenes Queiroz é "famoso" por causa da operação satiagraha, anulada por causa de diversas ilegalidades. 

Protógenes foi o responsável por conduzir a operação, que investigou crimes financeiros no mercado de telecomunicações. As investigações foram anuladas porque o então delegado vazou informações sigilosas, além de dar a agentes da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, senhas de acesso ao sistema de grampos da PF.

A Justiça Federal investiga hoje indícios de que a operação foi financiada por empresas interessadas em alijar outras do controle financeiro da Brasil Telecom, em disputa na época.

Revista Consultor Jurídico, 28 de junho de 2017, 20h40

Comentários de leitores

1 comentário

Ha ha ha

Alair Cavallaro Jr (Bacharel)

Bom, independente das ações consideradas ilegais, os crimes dos investigados nunca existiram certo!

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