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Estratégia de defesa

Temer critica perguntas da PF e decide não responder a nenhuma questão

A defesa do presidente Michel Temer (PMDB) recusou-se, nesta sexta-feira (9/6), a responder às questões formuladas pela Polícia Federal em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, mesmo depois de conseguir estender o prazo em três dias.

Michel Temer diz que “inquisidores” abordam temas estranhos ao inquérito.
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Em petição protocolada às 16h51, nove minutos antes do prazo final, os advogados do presidente afirmam que “os inquisidores” abordam temas estranhos ao inquérito e cobram “poderes adivinhatórios” de Temer, ao perguntarem o que pessoas discutiram em reuniões sem a presença dele.

Foram formuladas 82 perguntas sobre a relação do peemedebista com o empresário Joesley Batista, do frigorífico JBS, o ex-deputado Rocha Loures e outros investigados em desdobramentos da operação “lava jato”. 

A PF quer saber, por exemplo, se o presidente acredita que Rocha Loures pode ter participado de negociações com o grupo J&F, ligado à JBS, e se algum fato ligado a ele pode ser revelado por investigados. Mas há dúvidas mais simples, também não respondidas, como desde quando Temer conhece Rocha Loures e por que recebeu Joesley no Palácio do Jaburu sem registro oficial da visita.

Segundo os advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga, a PF incluiu fatos estranhos às funções presidenciais ou relacionados a períodos não cobertos pelo seu mandato. “Muitos deles partem da premissa do cometimento induvidoso de delitos e não objetivam perquirir a verdade, mas sim revelar meras circunstâncias de crimes que já estariam provados”, escreveram na petição enviada ao ministro relator, Edson Fachin.

“Cumpre inicialmente ponderar que, houvesse Vossa Excelência sido o autor dos questionamentos feitos por escrito ou em colheita de depoimento oral, teria havido, com certeza, uma adequada limitação das perguntas ao objeto das investigações”, diz o documento.

Temer é investigado no Supremo por corrupção passiva e obstrução de investigações. Ele é acusado de incentivar o pagamento de R$ 500 mil ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que não faça delação premiada. Os indícios são baseados em gravação do delator Joesley Batista, que foi recebido pelo presidente no Palácio do Jaburu, no período noturno, fora da agenda oficial. 

Para a defesa, houve edição e manipulação no arquivo de áudio. “O interesse do presidente, declarado desde o início, é o de que haja uma investigação que coloque às claras a verdade dos fatos”, afirmam os advogados.

Clique aqui para ler a petição.
Clique aqui para ler as perguntas da PF a Temer.
INQ 4.483

* Texto atualizado às 18h10 do dia 9/6/2017 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 9 de junho de 2017, 17h41

Comentários de leitores

4 comentários

muy amigos

Bruno Campelo (Administrador)

o legal no nosso pais é ser ilegal e desonesto, caso como esse so me estimam em ser juiz pois ser eu for "corrupto" posso matar, roubar, manipular e lógico ser penalizado com a aposentadoria compulsória ou seja uma espece de delação premiada..... notadamente o cara falou não abrir esse processo para cassar, não temos que ficar nessa agonia de querer cassar, eu abrir esse processo no inicio para mostrar como funciona o processo eleitoral, data venia né!! quando um tribunal que ensinar algo pública uma cartilha não precisa montar todo esse circo, houve caixa 1, houve caixa 2, eu votei na Dilma e não me arrependo por que de todos que estão candidatos era a "menos ruim" se roubo ou fez qualquer coisa ilegal cadeia em todos, não haveria vice presidência se não houvesse eleição de Dilma portanto ninguém votaria no nosferatos tremer, ou seja, se ela se elegeu com recursos de ilegais ele foi beneficiado so isso justifica a cassação da chapa não há separação de responsabilidade, os dois estavam juntos!!! foras os demais crimes cometidos por A ou por B , como um reporte relatou não uma bancada de juízes era uma bancada de um relator extremamente dedicado e mais dois juízes, e 4 advogados escolhidos pelo réu para votarem por ele, é um cumulo da ignorância o réu poder substitui juízes e colocar no lugar dele muy amigos....ou seja tem que haver uma lavagem geral no STF, STJ, TSE para poder haver justiça real nesse país.

temerário

Amambai (Advogado Assalariado - Civil)

O temerário está decepcionado, o Moraes não assumiu a relatoria do seu caso, no TSE deu certo, quatro advogados amigos o absolveram, está na hora de intervir no STF e tirar o Ministro Edson Fachin da relatoria, trocar os Delegados da PF, até porque é desrespeitoso perguntar para um corrupto sobre os atos praticados, é um segredo, nós não temos o direito de saber. Temos que aceitar ele viajar de avião dos batista, não reclamar das malas de dinheiro carregadas por seu auxiliar. Logicamente, tem o direito ao silêncio, não há obrigação em responder as perguntas do Ministro Fachin, na verdade era uma oportunidade para a sua defesa, já que as provas dos crimes são robustas.

Comentário estulta, irresponsável e pueril!

A favor da lei advocacia autônoma (Advogado Autônomo - Civil)

WLSTORER, desfile de comentários imbecis. Quanta falta de juízo jurídico!

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