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Concerto de versões

Ex-sócio de Adriana Ancelmo, advogado é acusado de atrapalhar investigação

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro acusou um advogado de atrapalhar investigações envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral, forjando contratos e tentando convencer um delator a combinar versão falsa dos fatos, quando questionados por autoridades. Thiago Aragão, ex-sócio de Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, está preso desde janeiro.

Ele é concunhado do dono de um restaurante japonês que, segundo o MPF, foi usado para lavar recursos ilícitos. O proprietário fechou acordo de delação e declarou que, logo após a prisão de Cabral e a condução coercitiva de Adriana, Aragão enviou uma funcionária com documentos que simulariam a prestação de serviços advocatícios da banca ao estabelecimento.

De acordo com o MPF, a própria funcionária admite ter ido ao restaurante e mostrou comprovante de que foi ao local com veículo chamado pelo aplicativo Uber. O delator disse ainda que foi procurado pelo advogado mais duas vezes, diretamente, mas sempre rejeitou os pedidos para simular versões.

A denúncia declara que as condutas se enquadram no crime de embaraço às investigações tipificado no artigo 2º da Lei 12.850/2013, cuja pena varia de 3 a 8 anos e prisão, mais multa. Aragão também pode responder a outras infrações, como lavagem de dinheiro.

Passo a passo
O MPF afirma que, na gestão de Cabral, empresários pagavam propina em troca de contratos com o governo estadual. Do dinheiro enviado ao escritório Ancelmo Advogados, parte foi usada para pagar funcionários do restaurante japonês.

O proprietário declarou que desconhecia o esquema envolvendo Cabral, confessando apenas uma estratégia para sonegar impostos e obrigações trabalhistas: ele depositava dinheiro ao escritório de advocacia, simulando contratação de serviços jurídicos, enquanto Aragão pagaria “por fora” valores não registrados na carteira de trabalho de empregados.

Nesta terça-feira (6/6), a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a prisão preventiva de Thiago Aragão. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-RJ.

Clique aqui para ler a denúncia.

Revista Consultor Jurídico, 9 de junho de 2017, 15h49

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