Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Agenda lotada

Temer pede para responder questionário da PF até o fim desta semana

Por 

O presidente Michel Temer pediu que o Supremo Tribunal Federal dê a ele até o fim desta semana para responder às 82 perguntas da Polícia Federal. Em petição enviada ao ministro Luiz Edson Fachin nesta terça-feira (6/6), Temer afirma que, enquanto a PF não teve prazo para elaborar o questionário e demorou seis dias para terminá-lo, a ele só foi dado o prazo de 24 horas.

Temer afirma que, enquanto PF demorou seis dias para elaborar o questionário enviado a ele, sua defesa só teve 24 horas de prazo para respondê-las.
Reprodução/Twitter

Na peça, assinada pelos advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Jorge Urbani Salomão, o presidente afirma que “o exame das perguntas é tarefa mais complexa do que a de elaborá-las”, e não pode abandonar sua “carregada agenda, marcada por compromissos que lhe tomam mais de 15 horas por dia". O advogado Brian Alves Prado também faz parte da equipe de defesa.

O presidente reclama também de que havia pedido a Fachin para só responder ao questionário da PF depois que fosse terminada a perícia oficial nas provas apresentadas contra ele. A principal prova é a gravação de conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista em que são narrados o cometimento de crimes. Para a defesa do presidente, houve edição e manipulação no arquivo de áudio.

Fachin não atendeu ao pedido e autorizou que as perguntas fossem enviadas mesmo antes da conclusão do inquérito. Mas determinou que as respostas fossem dadas por escrito, como manda o Código Penal. Na manifestação desta terça, Temer afirma que “não poderia deixar de responder a quaisquer das perguntas, no afã de repor a verdade dos fatos”, mas não conseguirá fazê-lo até o fim da tarde desta terça. E pede que Fachin o deixe enviar suas respostas até “os dias 9 ou 10”.

Temer é investigado no Supremo por corrupção passiva e obstrução de investigações. Ele é acusado de incentivar o pagamento de R$ 500 mil ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que não faça delação premiada.

Clique aqui para ler as perguntas da PF ao presidente Temer
INQ 4.483

 é editor da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2017, 17h00

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 14/06/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.