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Presidente gravado

Sem foro por prerrogativa, Rocha Loures é alvo de pedido de prisão da PGR

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A Procuradoria-Geral da República ingressou no Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (1º/6), com mais um pedido de prisão contra o ex-assessor especial da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures. A ação da PGR acontece menos de uma semana após ele perder o cargo de deputado federal e, consequentemente, o foro por prerrogativa de função — Loures tinha assumido o assento de Osmar Serraglio (PMDB-PR), que voltou ao Congresso Nacional após ser demitido do Ministério da Justiça. 

Rocha Loures responde no STF ao mesmo inquérito do presidente Michel Temer, baseado na delação da JBS.
Reprodução

Como o primeiro pedido havia sido negado sob o argumento de que o acusado era deputado, a PGR acredita que, agora, ele não está mais protegido pela prerrogativa da função e o Supremo pode determinar sua prisão.

Rocha Loures responde no STF ao mesmo inquérito do presidente Michel Temer, baseado na delação da JBS. O ex-parlamentar seria o intermediário do chefe do Executivo em negociações com a empresa frigorífica. Em ação controlada, ele foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil de um integrante da JBS.

No primeiro pedido da PGR, o relator da "lava jato" no STF, Luiz Edson Fachin, negou a prisão de Loures, mas determinou o afastamento dele do mandato. Na prática, Loures estava proibido de exercer as funções do mandato, mas mantinha os privilégios do cargo.

Na semana passada, a PGR também pediu para Fachin reconsiderar ou levar ao Plenário da corte o pedido de prisão contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2017, 21h10

Comentários de leitores

1 comentário

O desespero faz o governo cometer cada vez mais erros!

Rogério Maestri (Engenheiro)

Vejam, para proteger Temer no TSE ele tira seu aliado do Ministério da Justiça e além de tudo Aécio desqualifica o ex-ministro com palavras de baixo calão (característica deste futuro ex-senador da República). Com isto Serraglio que sabe que sendo deputado está mais protegido do que ministro num governo em queda, ocupa o cargo e deixa o outro para ser preso.
Se Temer não fosse tão fraco de cabeça teria pensado melhor na sua estratégia e não fizesse este erro, porém como o governo está desesperado ninguém pensa mais direito e erros como estes se sucederão levando mais gente na trilha de bobagens.
Se Temer fosse um pouco esperto já teria providenciado um asilo em qualquer parte do mundo, tomaria um avião e renunciaria depois do avião sair do espaço aéreo brasileiro, pois o "deus me acuda" começou!

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