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Protesto contra decisão

Acusado de tentar matar juíza em São Paulo é condenado a 20 anos de prisão

Um homem acusado de ingressar no fórum do Butantã, na capital paulista, e fazer uma juíza refém foi condenado a 20 anos de prisão na noite desta terça-feira (4/7). Para o 5º Tribunal do Júri, ficou comprovada a tentativa de homicídio e o cárcere privado contra a juíza, em março do ano passado. Os jurados absolveram o réu da acusação de tentar matar um vigilante.

Segundo a denúncia, Alfredo José dos Santos queria se vingar de uma decisão contrária a seus interesses. O Ministério Público afirma que o réu conseguiu fugir de um segurança do prédio, lançando uma bomba, e invadiu a sala de audiências onde estava Tatiane Moreira Lima, da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

O processo relata que ela foi derrubada, enquanto o acusado arremessou ao chão uma garrafa com material inflamável. Ainda segundo os autos, ele conteve a juíza de forma violenta e anunciou que acenderia um isqueiro. Em um momento de descuido, acabou sendo dominado por policiais militares.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a defesa alegou que o cliente não queria matar a juíza, mas apenas chamar atenção da imprensa para um processo em que se dizia inocente, sobre agressão contra a ex-mulher e perda da guarda do filho.

Os jurados reconheceram na tentativa de homicídio três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Santos deverá iniciar o cumprimento em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

Na sentença, o juiz Adilson Paukoski Simoni concluiu que o acusado demonstra personalidade extremamente perigosa ao atentar contra a vida de uma pessoa que estava trabalhando e usar material altamente incendiário em prédio público. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

Clique aqui para ler a sentença.
Processo 0001260-97.2016.8.26.0052

* Texto atualizado às 23h48 do dia 4/7/2017 para acréscimo de informações e às 22h do dia 6/7/2017 para inclusão da sentença.

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2017, 23h36

Comentários de leitores

5 comentários

alguns são mais iguais

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

Aqui um preso do semi aberto assassinou o agente penitenciário que não se corrompeu e foi condenado a seis anos no aberto. estava preso por tráfico, e era membro do PCC.

Tem que saber escolher a vítima...

Eududu (Advogado Autônomo)

Hoje devo concordar com o Professor Edson (Professor). O goleiro Bruno, por exemplo, foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver. O tal do Macarrão tomou 15 anos de prisão pelos mesmos crimes. E olha que o caso teve muito mais repercussão do que o mencionado na notícia.

Conclusão: Se a Elisa Samudio fosse magistrada, o Bruno teria sido condenado a uns 200 anos de prisão.

Todos iguais

Democrata Republicano (Outros)

Mas uns mas iguais que outros!
Como pode alguém que cometeu tentativa de homicídio, ainda que se diga qualificado, e cárcere privado ser condenado a 20 anos de reclusão? Convenhamos que a tentativa cometida pelo condenado foi branca/incruenta ou incompleta/imperfeita, já que, salvo melhor juízo (e estou sendo irônico), não é possível causar a morte de alguém embebendo esse alguém de um líquido inflamável.
Não há justiça republicana neste país, mas uma (nem tão) sofisticada forma de vendetta.

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