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Supressão de instância

STJ nega liminar para transferir doente mental colocado em presídio

Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça decidir sobre pedido de transferência para atendimento psiquiátrico ambulatorial, diante da falta de vaga em hospital de custódia e tratamento, quando tal solicitação nem sequer foi apresentada ao juiz competente em primeiro grau.

Com esse entendimento, a presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, indeferiu liminar requerida pela Defensoria Pública em favor de um homem submetido a medida de segurança de internação depois de matar o cunhado a facadas sem motivo aparente. Segundo a ministra, o caso não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento em caráter de urgência.

O júri popular reconheceu a insanidade mental do acusado. A sentença aplicou a medida de segurança de internação e tratamento psiquiátrico por tempo indeterminado.

Em outubro de 2016, o hospital de custódia e tratamento psiquiátrico de Franco da Rocha (SP), onde ele estava internado, pegou fogo e ficou interditado. Os pacientes foram removidos para a Penitenciária III de Franco da Rocha, unidade considerada “inadequada ao cumprimento da medida de segurança” pela Defensoria Pública.

Supressão de instância
A ministra Laurita Vaz explicou que o juízo competente ainda não se pronunciou a respeito do caso, sendo inviável a concessão da liminar para transferência do paciente do presídio para tratamento ambulatorial.

A presidente do STJ afirmou que eventual pronunciamento do tribunal sobre o pedido incorreria em “indevida supressão de instância”. Na decisão, ela lembrou que o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo que rejeitou o mesmo pedido citou que não foi apresentado Habeas Corpus ao juízo competente para o caso na primeira instância.

Após indeferir a liminar, a ministra Laurita Vaz solicitou informações adicionais ao TJ-SP e encaminhou o pedido para parecer do Ministério Público Federal. Posteriormente, o mérito do HC será julgado pelos ministros da 6ª Turma do STJ, sob a relatoria do ministro Sebastião Reis Júnior. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

HC 384.733

Revista Consultor Jurídico, 25 de janeiro de 2017, 15h35

Comentários de leitores

1 comentário

Iludido - Advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Entendo que esta decisão superior é inconsistente pra o caso que se presta. Não é de hoje que vemos os tribunais grassarem as leis de fundamentos extralegais com o fito de possibilitar a jurisdição diante de casos teratológicos (O FATO). A ex.g. o caso das quotas imobiliárias bem explica isso. Assim, para o caso presente, veja-se a mão de obra e o desconforto ter que iniciar um pedido judicial próprio para todo o direito e em todas as instância e não esperar revisão, ter que iniciar ab initio! Esses podem e deveriam ser denominados casos extrajudiciais de atendimentos desvinculados em tese excepcionais. Bom, é claro que não pode virar missa de todo domingo. Mas, infelizmente, em paradigma, vamos supor que o paciente fosse "gente boa", como seria? Haveria ou não um "plus la cote"!

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