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Entrevistas

Império do punitivismo

"A prisão não funciona, pois ninguém que está preso aprende a viver em liberdade"

Comentários de leitores

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37 comentários

Questão complexa

Ricardo, aposentado (Outros)

É uma questão no todo complexa.
Mas a afirmativa de que no futuro, daqui a 200/300 anos não mais existirá pena de prisão, é de difícil compreensão.
Desde que o homem é homem sempre existiu.

Somos todos Valois

Ruby Falleiro (Estudante de Direito - Criminal)

Visão de um juiz sábio e estudado. Afinal, o que querem os críticos do trabalho dele? Juízes estagnados e simples fazedores de sentença? Não, o Poder Judiciário brasileiro merece mais.
Não é porque sua visão seja a a mais certa, mais sua postura aberta ao debate e seu olhar crítico, com certeza, é!
Precisamos de mais juízes como vc e como João Marcos Buch.
Parabéns pela coragem, Dr. Valois. Saiba que vc não está sozinho nessa luta.

Sobre drogas e viciados

Observador.. (Economista)

Uma entrevista interessante:

http://glamurama.uol.com.br/um-papo-com-casagrande-sobre-drogas-a-gente-so-se-vicia-em-coisas-boas/

Estudos da ONU

Observador.. (Economista)

Contrariando algumas teses...

https://www.epochtimes.com.br/legalizacao-maconha-traz-serios-problemas-sociais-segundo-estudos/#.WH-yPFMrLIU

http://blogjp.jovempan.uol.com.br/campanha/falando-de-drogas/legalizacao-da-maconha-duplica-o-trafico-de-drogas-no-uruguai/

É sempre útil ter consciência, e nem só "bom mocismo", das escolhas que se quer fazer.

Faça-as, sabendo o que pode resultar.

Apavorante

O IDEÓLOGO (Outros)

É apavorante como a maioria dos comentaristas não conhecem as periferias das grandes cidades, nas quais os "rebeldes primitivos" lançam-se à prática de crimes, cientes da impunidade.
Em tais locais o Direito do Trabalho, que protege aqueles que saem das empresas após exaustiva jornada de trabalho, são vilipendiados pelos "rebeldes", certos de que o Direito Penal não os alcança.
Com a Constituição de 1988 foram enaltecidos os direitos em detrimento das obrigações.
Os "rebeldes primitivos", expressão emprestada do historiador marxista Erick Hobsbawm e adaptada ao contexto brasileiro, sufragados por intelectuais que abraçaram o pensamento do italiano "Luigi Ferrajoli, expresso na obra "Direito e Razão", passaram a atuar em "terrae brasilis" em agressão à ordem estabelecida, ofendendo os membros da comunidade.
Aqueles despossuídos de prata, ouro, títulos e educação especial, agredidos pelos rebeldes, passaram a preconizar a aplicação draconiana das normas penais, com sustentação no pensamento do germânico Gunther Jabobs, resumido no livro "Direito Penal do Inimigo". Acrescente-se, ainda, a aplicação das Teorias Econômicas Neoliberais no Brasil, sem qualquer meditação crítica, formando uma massa instável e violenta de perdedores, fato previsto pelo economista norte-americano, Edward Luttwak no livro denominado "Turbocapitalismo".
Diante desse "inferno social" o Estado punitivo se enfraqueceu. A situação atingiu nível tão elevado de instabilidade, que obrigou o STF em sua missão de interpretação da Constituição e de pacificação social, lançar às masmorras, de forma mais expedita, os criminosos.
Em decorrência do atrito entre o pensamento do intelectual, preocupado com questões abstratas, e a dura realidade enfrentada pelo povo, a Democracia soçobra.

mercado negro

ponderado (Funcionário público)

Dr. Coelho adv autônomo: Vc pegou na veia. essa notícia deixa doente os operadores enrustidos desse mercado negro. A a livre concorrência é como o sol q purifica todos os males.

No brasil não dá certo. Por quê?

Coelho (Advogado Autônomo)

Enquanto nos Estados Unidos a legalização da maconha gera bilhões, diminuem os encarceramentos e causam a falência dos carteis mexicanos, no Brasil (primeiro mundo) entopem as prisões de usuários e pequenos traficantes. Esse é o Brasil, país do futuro e sem futuro.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/01/1846581-industria-da-maconha-na-california-espera-boom-pos-legalizacao.shtml
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2016/02/01/maconha-legalizada-no-colorado-afeta-traficantes-mexicanos-aponta-relatorio.htm.

...por punir os mais pobres...

Neli (Procurador do Município)

Primeiro, muito triste essa pergunta ao entrevistado, como se todo pobre fosse criminoso.
Antes fosse!
Hoje o Brasil não teria assistido o Mensalão, Petrolão e Lava jato.
Aí o dinheiro que não seria surrupiado do erário, poderia ter sido aplicado em políticas públicas sociais sérias, duradoras e não visando as próximas eleições.
Infelizmente, os políticos usam os pobres para angariar votos.
Nenhum deles fez, ao longo dos 30 anos de democracia, uma política séria para educar o povo.
Os políticos preferiram torrar o dinheiro público em Copa do Mundo, fazer estádios, dar indenização (e salários- pagos pela falida Previdência Social) a jogadores campeões das copas de 58.62 e 70, Olimpíadas invés de trabalhar seriamente em prol do povo.
Tudo isso sob o silêncio subserviente de todos os intelectuais, que, muitas vezes, pensam ideologicamente.
Por outras palavras: ser pobre não é sinônimo de ser criminoso!
Descriminalização das drogas: se hoje há inúmeros “noiados” por aí, o que dirá quando a droga for “livre”?
Em um Estado de Direito as Liberdades pessoais não estão acima do descumprimento das normas penais.
E usar drogas não é liberdade pessoal, mas, um incentivo à prática de crime ou seja...
Depois que a Constituição Nacional deu cidadania para bandidos comuns, o crime passou a compensar.
E isso é um dos motivos, talvez até o principal, da superlotação carcerária: a polícia,MP e Judiciário fazem um excelente trabalho em prol do Direito.
No mais, externo meus sinceros cumprimentos ao digno Juiz pelo hercúleo e relevante trabalho efetuado.

Asco

Sidnei A. Mesacasa (Advogado Autônomo)

Na parte da entrevista que li (não pude continuar porque o ASCO que me gerou foi insuportável) o magistrado deixa muito claro que não está a serviço do povo em geral. É, amigos, estamos à mercê de pessoas que estão preocupados com o bandido, sua liberdade, seu futuro, seu bem estar, sua recuperação, etc. etc. A sociedade dane-se.

O que fazer?

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

O indivíduo é condenado e vai para a cadeia por transgredir as regras de convivência social, numa demonstração clara e óbvia de que não sabe viver em liberdade.
Mas para o magistrado, ele preso também não vai aprender a conviver em liberdade. Então, o que fazer? Pena de morte, apelar para cada pessoa que ama bandido adote um com o compromisso de que vai controla-lo ou deixa-lo solto matando, estuprando, roubando e praticando toda sorte de maldade contra seus semelhantes?
Eis a questão!

Esquerdistas dizendo esquerdices...

vinicius (Advogado Autônomo - Civil)

A entrevista só demonstra que tal magistrado aplica seu viés ideológico em sua função, assim como p. ex. um professor esquerdista tenta doutrinar alunos, segundo seus princípios.
No caso, tem uma visão deturpada de mundo em que o mote é a vitimização da marginalidade contra a sociedade opressora.
O papel principal das penas é tirar do convívio com os demais, pessoas que agridem e ofendem direitos de outros. Em segundo lugar, a ressocialização.
A vítima é quem foi roubado, lesionado, estuprado ou assassinado, e não o agente desses crimes. De modo que a pena ao criminoso evita que este continue a cometer mais delitos.
Tenta deturpar fatos, mas na realidade é que as cadeias superlotadas e disfuncionais não são causas mas sim efeitos de políticas públicas impróprias ou inaplicadas, advindas do mal uso de verbas ou sua escassez, principalmente pela notória corrupção na política.
Então, o debate tem que ser iniciado a partir de seus problemas iniciais, e não como bandeira ideológica.

Alvo errado

Alexandre S. R. Cunha (Economista)

Gente perigosa deve estar presa. (Embora eu concorde que pequenos traficantes e usuários não devam ser encarcerados.) E a função fundamental da prisão é preservar a sociedade de pessoas perigosas. A ressocialização é desejável, claro, mas não é sua função mais importante.
O tal "ódio" começou a ser usado como arma ideológica pelos ditos ou autoproclamados "progressistas". Teoria Crítica, Escola de Frankfurt.

Se ele é perfeito....

rode (Outros)

Se ele é perfeito, por que o problema ocorreu na unidade dele?
Entrevista cheio de sofismas. Transferir as penas alternativas ao delegado de polícia requer modificação legislativa. Não tem nada a ver com as atividades do Juiz. Do mesmo modo a transferência da execução penal ao executivo. Daí ele responde que isso é culpa dos juízes. Quanta hipocrisia!

"Discurso de ódio"

Massaneiro (Outros - Criminal)

Curioso... Um juiz que tem por ídolos Stalin, Che Guevara, Fidel Castro, Mao e etc. tem a audácia de falar em discurso de ódio. Verdadeiramente um piada. Inadmissível alguém assim avesso à democracia integrar o Judiciário.

http://radiovox.org/2017/01/04/o-juiz-comunista-pro-drogas-e-acusado-de-conexoes-com-familia-do-norte-das-farc/

desigualdade e direito

Ondasmares (Prestador de Serviço)

Enquanto houver essa divisão "cidadão de bem" e os demais - ou seja, não se considerar no mesmo patamar todos como "cidadãos" (sem complemento e adjetivação) e tratamentos diferenciados tipo "lava a jato" (por mais rebaixada que esteja) e o direito penal do dia a dia descrito pelo juiz Valois, não haverá plena justiça. Creio que a justiça só será mais imparcial (=mais democrática), quando houver menos desigualdade social, vide o verdadeiro apartheid da matança de jovens negros nas periferias, tão denunciada pelos Direitos Humanos daqui e internacionais, matança de jovens que não são considerados "de bem" e para os quais as "pessoas de bem" viram as costas, como se não fossem cidadãos no mesmo patamar que elas, sujeitos ao mesmo respeito, cidadania e regras penais. Há uma linha divisória no Brasil, abaixo da qual há invisibilidade - negação do indivíduo com direitos, que permite a violência do Estado, avalizada pelas "pessoas de bem". Me chama a atenção, por ex.: quando há queda fatal de avião ou um acidente como aquele que ocorreu no Rio há alguns anos em que um barco afundou com pessoas de classe média alta, apressam-se para divulgar a lista de nomes dos mortos. Na matança de Manaus, alguém viu a lista de nomes dos assassinados?

inversão de valores

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

A facção comete um crime bárbaro desses e ao invés do Estado criar uma força tarefa, em especial nas fronteiras, fala-se em soltá-los.

"Programa Mais Deficientes"

Dayvson (Funcionário público)

TRF-4 considera alcoolismo como tipo de deficiência e concede benefício (http://www.conjur.com.br/2017-jan-14/trf-considera-alcoolismo-deficiencia-concede-beneficio).

Se estão pagando benefícios para alcoolicos, imaginem para esses outros drogados.

Agora vamos bancar mais essa leva de "deficientes".

Tá difícil ser decente nesse país de tanta imoralidade.

Ruppert (Servidor)

Observador.. (Economista)

Muito bom o artigo que o senhor postou.
Me parece que a busca de resultados, de práticas que realmente funcionem, não é o que se busca - de fato - neste país.
As disputas ideológicas, o bom mocismo retórico, e outras práticas que nada acrescentam ao desenvolvimento da nação, são as que provocam mais debates e nos mantém patinando, em uma eterna busca pelo desenvolvimento que não chega.

Viajando......

Contribuinte Sofrido (Outros)

Esse juiz mora em qual país? Dizer que describe nalizar as drogas vai liberar mão-de-obra para combater outros crimes como roubo e assassinato é estar alheio à realidade ou atender interesses sabe-se lá....
Ele não sabe que além da briga entre gangues, boa parte dos crimes de homicídio e roubo são praticados por vagabundos que não trabalham e não têm dinheiro prá manter o vício?
Será que ele sabe que a maioria não é como ele que tem carro, quiçá blindado, que trafega de garagem a garagem e pouco se submete ao risco dos 60000 assassinatos por ano?

Incompetência

Dayvson (Funcionário público)

Droga: nome dado aos narcóticos ou entorpecentes (morfina, cocaína etc).

Entorpecente: Substância tóxica, droga ou medicamento que, agindo sobre o sistema nervoso, provoca uma sensação de entorpecimento e de embriaguez, podendo causar dependência física ou psicológica.

Ou seja, mais gastos públicos com segurança e saúde.

Quando o Estado é incompetente para combater o problema, descriminaliza o problema, gerando outros ainda maiores.

A intenção disso: dar lucro a empresas de políticos que terceirizam seus serviços à Administração Pública.

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