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Barbárie prisional é projeto político rentável, diz professor da USP

Comentários de leitores

11 comentários

Concordo.

Neli (Procurador do Município)

Por isso que nos últimos 13 anos pouco se fez para acabar com esse problema.

Debate

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

Me recordo de um debate entre esses teóricos e especialistas da USP com o professor Luis Mir, onde ficou patente que apenas o segundo conhecia de verdade o que era uma favela - ops -, comunidade. GABRIEL DA SILVA MERLIN falou tudo nossa população é grande, nossa massa carcerária é grande, assim como temos a maior população negra fora da Africa, temos a maior quantidade de negros e pardos nas penitenciárias. Já participei de muitas reuniões com presos faccionados onde recusaram benefícios porque teriam que se desligar do PCC e, se voltassem a ser presos morreriam. A conta é simples, eles pediriam desligamento (levantar a camisa como falam), receberiam beneficio, mas sempre argumentam, mas aí eu não posso ser preso de novo, porque senão sou morto. Outra falácia é que o preso é faccionado no presidio, essa então demonstra total desconhecimento de como funciona o sistema das facções, pois a maior parte é "batizada" do lado de fora e não do lado de dentro. Pagam no meu Estado entre rifas, mensalidades, venda obrigatória de pacotes de drogas a quantia de R$ 3.800,00. Se o mesmo emprenho fosse levado para o trabalho não correriam tanto risco.

Dr. Ramiro

Observador.. (Economista)

Respeito muito seus comentários, mesmo que discorde de pontuações que o senhor faz sobre determinados assuntos.
No caso em questão, o senhor acaba fazendo aquilo que acusa outros de assim agir.
O senhor reiteradamente usa um rótulo, uma forma de enquadrar indivíduos em um modelo criado e imposto para desfocar debates, facilitando para a claque sua(deles) desqualificação. O rótulo é o de punitivista, tão em moda em uma sociedade que pune pouco e, quando pune, pune mal.
Nossos presídios são poucos para a população que temos.Investir em presídios e passar a punir com inteligência, já mudaria muita coisa.Paralelo a isso, com leis menos elásticas, com mais escolas que ensinem de verdade, onde o professor seja de fato respeitado e não agredido como é hoje, sem nenhum amparo do sistema que abraça transgressores como se vítimas fossem, e com a volta do receio de se perceber a transgressão criminosa como um deboche válido, e sim algo a ser repudiado, talvez consigamos sair do atoleiro.
Mas se cria um rótulo, chama-se de puntivista aqueles que desejam viver em uma sociedade com menos criminosos, e deixa-se tudo continuar igual.
Por mais de década quem fazia este discurso, como o do senhor, ficou à frente do país e nada fez. Pioramos.Ficamos mais violentos e menos civilizados.
Deixamos facções agirem como se fossem "proprietárias da criminalidade", senhoras da ausência de lei e da desordem.
Precisamos de lei e ordem. De punir quem merece ser punido. De um Estado menos obeso e gastador (gasta-se muito mal).
Precisamos mudar.....salta aos olhos isso....e precisamos do debate, do contraditório para podermos pensar no diferente.Sem rótulos.Sem desprezo.
Tendo mais apreço por nossa nação.

Alguém se esquece que somos uma federação??

Weslei F (Estudante de Direito)

Há uma grande responsabilidade dos Estados (entes federados) nisso. Colocar a culpa em um Governo como o Observador.. (Economista) fez, primeiramente tem que se fazer uma analise. Porém, quanto ao sistema em si, quando transcendem um Estado, a União deve agir.
Entretanto, os “teóricos comentaristas” devem reconhecer que o modelo “privatizado” no presídio de Amazonas foi um dos piores exemplos. Entrou arma branca, celulares e, ainda pior, arma de fogo de grosso calibre. Não foi arma “pequena”. No caso do Amazonas, na minha opinião a “culpa” não recai no “governos de esquerda de uma década” no caso a União, muito menos o Governo Temer. Quem decidiu o modelo e não fiscalizou foi o ente federado, que tem autonomia para isso, logo a responsabilidade.

O autor do texto está criticando o plano pós massacre de Estados em entes federados, dizendo quais os pontos, que segundo mesmo é falho. Agora, criticar o Governo anterior ou este, esquecendo que somos uma federação e, por conseguinte, sem nenhum dado para fundamentar tais escritas, é sofismo.

"sequestrados por autoridades primitivas"

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Olha, essa é demais! Eu sou a favor da Júri Popular para TODAS as causas, tenho uma certa aversão à magistratura como está constituída, já disse muitas coisas sobre ela em décadas do exercício da Advocacia, mas nunca cheguei perto de pensar numa expressão assim. E me sinto dessa forma. O professor da USP deve verificar que esse tipo de problema social, que está intimamente relacionado com o narcotráfico não será resolvido só pelos órgãos judiciários. É preciso engajamento social. É preciso conscientizar a população de que a ânsia por segurança está levando ao acúmulo de detentos nas prisões até um ponto em que não será mais possível controlar. É preciso mudar algumas coisas. E rápido.

Fanatismo fundamentalista...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Essas pessoas que ficam falando sandices como termos um Estado extremamente "punitivistas" são tão fanáticas e fundamentalistas quanto integrantes de grupos terroristas, isso porque simplesmente se recusam a enxergar todos os dados que vão de encontro aos seus dogmas.

Exemplo disso é essa loucura de dizer em uma suposta "politica de encarceramento", onde utilizam o fato de o Brasil ter a 4º maior população carceraria do mundo para reforçar esse argumento esdruxulo. Porém o que esses fanáticos não conseguem (ou não querem) enxergar é que essa 4º maior população carcerária do mundo é basicamente resultado do fato de termos uma das maiores populações do mundo aliado a um dos maiores índices de criminalidade do mundo.

E diante disso a nossa população carcerária é extremamente pequena e a nossa politica criminal extremamente complacente com bandidos. Se formos analisar o número de presos em relação a população total do de cada País veremos que o Brasil prende menos que a França (mesmo a França tendo um índice de criminalidade infinitamente menor).

Mas são fanáticos, não adianta mostrar a realidade porque eles se recusam a aceitar qualquer coisa que vá contra os seus dogmas.

Dá para identificar duas falácias dos punitivistas

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Os punitivistas são tão cheio de falácias, querem mais prisões e ao mesmo tempo querem menos impostos, sem explicar como se iria pagar os presídios...
2. Princípio do “problema-solução do problema”. A partir de dados incompletos, incorretos ou manipulados, inventa-se um grande problema para causar certa reação no público, com o propósito de que seja este o mandante – ou solicitante – das medidas que se quer adotar (é preciso dar voz ao povo). Um exemplo: deixa-se a população totalmente ansiosa com a notícia da existência de uma epidemia mortal (febre aviária, por exemplo), criando um injustificado alarmismo com o objetivo de vender remédios que de outra forma seriam inutilizados.
(...)
6. Explorar a emotividade muito mais que estimular a reflexão. A emoção, com efeito, coloca de escanteio a parte racional do indivíduo, tornando-o facilmente influenciável, sugestionável. Essa é a grande técnica empregada pelo populismo demagogo punitivo.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Poucos conhecem, ainda que superficialmente, os resultados já validados das ciências (criminais, médicas, tecnológicas etc.). A manipulação fica facilitada quando o povo é mantido na ignorância; isso significa dizer não à escola de qualidade para todos.

8. Impor modelos de comportamento. Controlar indivíduos enquadrados e medíocres é muito mais fácil que gerir indivíduos pensantes. Os modelos impostos pela publicidade são funcionais para esse projeto.
(...)
Enfim, vão negar o fato de que há políticos que têm milhões de votos que falam como se estivessem falando com crianças de doze anos, a fala, o ritmo, o jeito de falar com criancinhas, o discurso de que "é muito simples", "basta prender mais", "Pedrinhas é hotel de cinco estrelas", etc...

O argumento será de que 99% do povo quer a "solução final"

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Logo será proposta como solução a velha e conhecida "solução final" e o argumento será que 99% do povo quer a solução final...
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/07/as-dez-tecnicas-mais-usadas-pela-grande-midia-para-manipular-a-realidade.html

Teóricos

CAIUS TIBERIUS GRACO (Outros)

Os teóricos não cansam de propagar a culpa do Estado não só pela crise nos presídios, como pelo crime, desconhecedores do caráter do brasileiro, avesso à convivência na Democracia.

Só pode ser piada...

Observador.. (Economista)

Ele coloca na conta "de quem conduz a crise", o que ocorre no nosso sistema prisional.
O que ocorre é fruto de mais de uma década de governos de esquerda, que não investiram em presídios, fingiram investir em educação, não investiram em emprego e sim em bolsas, e agora, menos de um ano "do governo que conduz a crise" estar à frente, a pessoa esquece quem colocou o Brasil nela.
Invista em presídios, combata o crime usando a "teoria das janelas quebradas" que deu certo em Nova Iorque (antes uma cidade violentíssima), separem o preso por capacidade ofensiva do mesmo, e o sistema irá melhorar.
Punam severamente celulares na prisão, facas, estoques ou facões, segreguem líderes de facções....enfim...trabalhem!
Não me canso de me chocar com o simplismo das teorias que surgem para explicar anos de falta de cuidado com a nação, em todos os sentidos.O sistema carcerário é só mais um dos resultados ruins de anos de desmazelo com o Brasil.

Muitos crimes.

Professor Edson (Professor)

Até parece que o único crime cometido por esses presos de facções foi o tráfico, assaltos, homicídios, roubos a bancos, tráfico de armas e latrocínios fazem parte da "CAPIVARA" de muitos.

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