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Assédio moral

Empresa é condenada por assédio de supervisor que batia com chicote na mesa

Uma empresa de telefonia terá que indenizar uma empregada terceirizada que era chamada de burra, preguiçosa e ignorante por um supervisor, que chegava a bater com um chicote na sua mesa. A conduta abusiva do supervisor foi confirmada por testemunha que exerceu as mesmas funções que ela durante todo o período de contrato.

Ao manter sentença que condenou a empresa a pagar R$ 5 mil pelo assédio moral, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), concluiu que o comportamento do supervisor "atenta contra a dignidade e a honra do indivíduo, uma vez que expõe os empregados a uma situação vexatória, sendo humilhado e diminuído perante os colegas de trabalho".

A empresa ainda tentou reverter a condenação, sem sucesso, no Tribunal Superior do Trabalho. No recurso a empresa argumentou que os depoimentos das testemunhas revelaram considerações contraditórias e que as alegações da trabalhadora não foram provadas. Com relação à responsabilidade subsidiária pela condenação, afirmou que "não pode responder por penalidades inerentes ao real empregador".

No entanto, para o relator do processo na 1ª Turma do TST, desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, a decisão do TRT foi "incensurável". Ele destacou também que a condenação subsidiária da empresa resultou de sua condição como tomadora de serviços, beneficiária do trabalho realizado pela profissional.

O relator explicou que o tomador dos serviços responde por todos os atos a que estaria obrigado o devedor principal, e que a responsabilidade subsidiária decorre da culpa pela não fiscalização. À empresa de telefonia, caberia não apenas escolher empresa idônea para a prestação dos serviços como também velar pelo cumprimento de suas obrigações em relação a terceiros. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

RR-18500-56.2006.5.04.0006

Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2017, 7h33

Comentários de leitores

2 comentários

a pressa é inimiga da perfeição!

paulão (Advogado Autônomo)

Já dizia Rui Barbosa! Numa ação que durou DEZ anos e atravessou três tribunais, perdoe o Dr. Hamilton, não é pouco, é nada!!! É para desestimular a "indústria" das ações indenizatórias... Isso se chama "jurisprudência defensiva"! Vergonha. O cara do chicotinho (seria um sadomasoquista gaúcho, demonstrando de modo heterodoxo o carinho pela subalterna??????) venceu.
A nação mais uma vez perdeu.

É pouco

Hamilton Magalhães (Advogado Associado a Escritório - Trabalhista)

5 mil reais saiu muito barato.

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