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Disputa entre facções

Rebelião em presídio de Manaus termina com ao menos 60 presos mortos

Comentários de leitores

7 comentários

Dr. Pedro

Observador.. (Economista)

Por que terceirizar culpas?
O trecho "boa parte da sociedade apoia presos em masmorras" é uma, com todas as vênias, falácia, já que a sociedade não participa de políticas se segurança pública, não prende, não solta e nem julga.
Cabe ao Judiciário e ao Executivo, discutirem com o legislativo a mudança de leis, o investimento em presídios, a proibição ao uso de celulares (proibidos no papel mas nunca na prática) e outras medidas para organizarem nossas prisões.
Agentes públicos devem começar a pensar em políticas públicas, não só em melhorar salários, obter auxílios isso e aquilo, e cumprirem seu papel, sem sempre buscar dividir o ônus com a sociedade. Pois o bônus nunca é dividido.

Modelo

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

Um modelo de presídio a evitar este tipo de coisa entre outras violências, é o Australiano onde cada preso fica em uma cela individual. Possui um banheiro, televisão, uma estante para livros. Advogados e familiares não possuem contato pessoal com o preso, apenas por parlatório, banho de sol separados para os reincidentes de forma que costumam receber o beneficio sozinhos, em especial aqueles que pertencem ao crime organizado. Há dias e horários para as visitas, inclusive dos advogados. O modelo quase não tem prisões provisórias porque o processo é enxuto e célere. Agora qualquer medida nesse sentido no Brasil é tida como direito penal do inimigo e viola o tal estado democrático de direito e outras balelas.

Parabéns Juízes Corregedores de Presídio

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Muito bem, senhores, conseguiram abrir 60 vagas, o que representa um belo trabalho. Se os senhores cumprissem o dever legal de fiscalizar os estabelecimentos prisionais, com correições e visitações isso não teria acontecido. Seus presídios (sim, os presídios são seus) são uma vergonha, casa da mãe Joana, e os senhores não têm capacidade de por ordem na casa. Grande trabalho os senhores realizaram ...

Manaus x Carandiru

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

A julgar pelas criticas ao caso Carandiru será fácil condenar todos os envolvidos, ainda que não se individualize as condutas.

Paradoxo brasileiro

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

O crime organizado vem se avolumando espantosamente em nossos presidios, desde que boa parte da sociedade e dos poderes e instituicoes passou a achar adequada a criacao de masmorras para os nossos detentos. Esse sentimento de revanchismo somente teve por efeito pratico a criacao e fortalecimento das organizacoes criminosas. Por outro lado, muitos individuos extremamente perigosos (autores de crimes hediondos em serie) e condenados estao livres, leves e soltos nas ruas em razao dos inumeros beneficios da lei penal de modo geral. Vivemos no Brasil um curioso paradoxo: precisamos humanizar os presidios e tambem colocar em liberdade autores de crimes leves (em especial contra o patrimonio); mas com a mesma urgencia ha necessidade do encarceramento de muitos individuos de alta periculosidade que estao convivendo em sociedade, a despeito da reincidencia em crimes hediondos. E nem precisa dizer que todo ano esses assuntos sao colocados como pauta prioritaria do governo federal e nada muda (frise-se: independentemente do partido politico da ocasiao). De todo modo, todos os poderes e instituicoes possuem uma parcela de contribuicao e culpa no paradoxo que estamos.

Concordo com José R (Advogado Autônomo)

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

O comentário diz tudo o que precisa ser dito. Só falta começar a agir rápido.

Eu acuso!

José R (Advogado Autônomo)

Os responsáveis primários por ocorrências animalescas como esta são os jusburocratas "heróis" da punição, as "Maria Antonietas" remuneradas acima do teto imposto pela lei, que agem para superlotar os Presídios com prisões preventivas desnecessárias, mas que lhes dão notoriedade e fama de implacáveis "combatentes do mal"! Eis a causa.
Com razão o Min. Alexandre de Moraes: prisão preventiva não é banana, cadeia é só para quem é socialmente violento e perigoso e, finalmente, liberdade pessoal não pode ser mercadoria barata no mercado das vaidades jurisdicionais nem bem jurídico de 5a. categoria.
Dí-lo a Constituição, ouviram Majestades "antonietais", dos brioches e dos régios e pornográficos salários?
A subumana situação carcerária gerada (700 mil onde não cabem 350 mil detentos) vai ocasionar Carandirus seriais. É esperar para ver... Enquanto isso , pergunta-se: por que o Poder Executivo não serve brioches nos presídios?...

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