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Caos social

Justiça do Espírito Santo suspende atividades e prazos desta quarta-feira (8/2)

A Justiça do Espírito Santo suspendeu as atividades desta quarta-feira (8/2), bem como os prazos processuais, devido à insegurança decorrente da greve dos policiais militares no estado.

Em nota, o presidente do TJ-ES, desembargador Annibal de Rezende Lima, afirmou que as medidas de urgência de primeira grau, relativas aos juízos da Grande Vitória, serão apreciadas em plantão de sobreaviso, na sede do Tribunal de Justiça, localizado na Enseada do Suá, em Vitória.

Situação caótica
O Espírito Santo enfrenta uma grave crise na segurança pública desde que os policiais militares deixaram de patrulhar as ruas. As manifestações começaram na sexta-feira (3/2), quando parentes de policiais, principalmente mulheres, reuniram-se em frente à 6ª Companhia, no município de Serra, na Grande Vitória, e bloquearam a saída de viaturas. Os PMs reivindicam reajuste salarial e o pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno.

Os protestos se estenderam para outros batalhões durante o fim de semana e, segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo, atingem todos os quartéis do estado.

Sem a polícia nas ruas, teve início uma onda de saques e homicídios que, até o momento, já deixou pelo menos 90 mortos.

Por isso, o governo do Espírito Santo transferiu o controle operacional dos órgãos de segurança pública para o general de brigada Adilson Carlos Katibe, comandante da força-tarefa conjunta e autoridade encarregada das operações das Forças Armadas. O objetivo é garantir a lei e a ordem no estado, no período de 6 a 16 de fevereiro.

Além disso, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou, na tarde desta quarta, que a chamada "operação capixaba" receberá reforço de 550 militares das Forças Armadas. Segundo ele, mais 100 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública chegarão a Vitória e serão empregados em patrulhamentos em municípios do interior. Eles se juntam ao mil homens do Exército e aos 200 da Força Nacional que já estão patrulhando as ruas da região metropolitana da capital capixaba. Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa do TJ-ES.

Revista Consultor Jurídico, 8 de fevereiro de 2017, 19h14

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