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Paridade de armas

Reunião entre Janot e Fachin ignora defesa, diz Técio Lins e Silva

Uma das primeiras atitudes do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin após ser sorteado como relator da operação "lava jato" foi reunir-se com o procurador-geral da República Rodrigo Janot nesta sexta-feira (3/2). O assunto em pauta, segundo noticiou a imprensa neste sábado (4/2), era a própria operação. 

A atitude pode ter agradado quem cobra celeridade dos processos envolvendo políticos acusados de corrupção, mas incomodou quem defende a paridade de armas entre o Ministério Público e a advocacia. O criminalista Técio Lins e Silva, presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, afirma que a atitude ignorou o direito de defesa.

O advogado afirma que a divulgação de tal reunião, a princípio pode parecer propaganda, mas atinge a imagem de Fachin. "O PGR é parte e não pode discutir investigações como o juiz da causa. Essa atitude pouco republicana acaba deixando mal o ministro."

Técio, conhecido por sua habilidade como orador na tribuna finaliza: "Espero que o ministro se manifeste para frear essa volúpia acusatória do Ministério Público. Basta de parcialidades. O Supremo não é lugar para o desrespeito às regras sagradas do contraditório e do processo penal democrático. A assessoria de imprensa da PGR deveria saber disso em vez de divulgar notícias que colocam o ministro sob suspeita".

Revista Consultor Jurídico, 4 de fevereiro de 2017, 18h56

Comentários de leitores

13 comentários

"Deuses"; paladinos da justiça!

Erminio Lima Neto (Consultor)

Depois reclamam, que querem limitar os seus poderes, com o argumento "politicamente correto" que estão contra a lava jato. Fachin e Janot; desçam do Olimpo!

Os neocoveiros da defesa e dos advocacia

Macaco & Papagaio (Outros)

Daniel Boom é um mané e deve estar deslocado, andando de rodinhas nas biciletas importadas dos outros até que vai chegar um dia que lhe poderão derrubar também.
Daí ele vai procurar a esperança da justiça com os advogados.
Mas, por enquanto, o estranho no ninho não tem habitat.
A discussão de direitos processuais para a volúpia condenatória não é para marionetes, nem mulas sem cabeça.
Vai ver que o masturbador intelectual só pensa em direitos prossexuais, típicos de quem quer ferrar os outros a qualquer custo sem direito à defesa.
As conquistas da imparcialidade e da isenção do Judiciário foram obtidas com cultura ... e muito sangue; e será assim enquanto houver advogados corajosos e honrados; e não uma massa de baratas da turma do lambe-lambe.
Mas agora vivemos esses tempos em que os coveiros opinam em tudo e querem até matar os mortos.
Parabéns à advocacia e aos advogados que aqui se manifestaram.
Quanto aos cavalos e aos jumentos, não são macacos nem papagaios...serão sempre orientados pelos cabrestos sem questionarem a sua própria ignorância.

O inútil fetichismo do "grampo"

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Bezerra da Silva cantou "malandro é malandro, mané é mané". Quem se fia só em grampo, há excelentes softwares de criptografia para android e iphone com sede apenas no exterior.
https://whispersystems.org/
https://play.google.com/store/apps/details?id=org.thoughtcrime.securesms&referrer=utm_source%3DOWS%26utm_medium%3DWeb%26utm_campaign%3DMessaging
O grampo só consegue captar chiados...

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