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293 votos

Rodrigo Maia (DEM-RJ) é eleito presidente da Câmara dos Deputados

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados com 293 votos. Com o resultado, Maia permanece no comando da Casa até o final de 2018. Ele já ocupava o posto por ter sido eleito para um mandato-tampão depois da cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Até esta quarta-feira (1º/2), no entanto, o deputado não sabia se poderia se candidatar. Como a reeleição é vetada e ele já ocupava o cargo, adversários foram ao Supremo Tribunal Federal para impedir a candidatura. A defesa de Maia argumentou que ele não estaria sendo reeleito, pois exercia apenas um mandato-tampão. O ministro Celso de Mello então liberou a participação do político no pleito.

Rodrigo Maia foi eleito com apoio do Palácio do Planalto e de um bloco de 13 partidos.
Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil/Fotos Públicas

Em segundo lugar ficou Jovair Arantes (PTB-GO), com 105 votos, e em terceiro André Figueiredo (PDT-CE), com 59 votos. O quarto colocado foi Júlio Delgado (PSB-MG), que recebeu 28 votos, seguido por Luiza Erundina (PSOL-SP), com 10 votos. Além deles, foram contabilizados cinco votos em branco e outros quatro para Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

A eleição confirmou o favoritismo de Maia, que contava com o apoio do Palácio do Planalto e de um bloco de 13 partidos (PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB).

Mesa Diretora
Além do presidente, foram escolhidos os membros da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Para 1º vice-presidente, foi eleito o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG); para 2º vice-presidente, André Fufuca (PP-MA).

Para 1º secretário, o escolhido foi Giacobo (PR-PR); para 2º secretário, Mariana Carvalho (PSDB-RO); para 3º secretário, João Henrique Caldas (PSB-AL), e para 4º secretário, Rômulo Gouveia (PSD-PB).

Antes da eleição, Maia discursou da tribuna e começou sua fala manifestando solidariedade à família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Médicos confirmaram nesta quinta-feira (2/2) que a ex-primeira-dama Marisa Letícia não tem mais fluxo cerebral, quadro considerado irreversível.

Depois, ele criticou a judicialização do processo de escolha da Mesa Diretora da Casa. A candidatura de Maia foi alvo de quatro ações no Supremo Tribunal Federal que questionavam sua legalidade.

“Muito se fala em fortalecimento da nossa Casa, muito se fala em fortalecimento da Câmara, mas mais uma vez o ator principal da nossa eleição foi o Poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos. Essa é uma decisão que vem enfraquecendo a nossa casa”, disse Maia.

Segundo Maia, para que país saia da crise, é preciso discutir o pacto federativo para aliviar o caixa dos estados e municípios. Ele destacou que não só a independência dos Poderes é importante, mas também a harmonia entre eles.

O então candidato também defendeu as reformas trabalhista e previdenciária. Tanto é que um de seus primeiros atos como presidente eleito foi anunciar, em entrevista coletiva, que instalará as comissões especiais das reformas previdenciária e trabalhista na próxima semana. Com informações das agências Brasil e Câmara.

Revista Consultor Jurídico, 2 de fevereiro de 2017, 21h14

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