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Incluir Direito

Projeto quer preparar estudantes negros para escritórios de advocacia

Um conjunto de entidades planeja lançar nesta segunda-feira (10/3), em São Paulo, uma iniciativa com o objetivo de ajudar estudantes de Direito negros a terem condições de igualdade nos processos seletivos de escritórios. O projeto Incluir Direito contará com uma série de cursos ao longo de 2017, incluindo postura profissional, línguas e produção de textos.

A iniciativa é uma parceria entre o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), o Instituto Presbiteriano Mackenzie e a Universidade Presbiteriana Mackenzie. A princípio, dez estudantes serão escolhidos. O edital do processo seletivo deve ser lançado na segunda quinzena de abril.

As entidades organizadoras esperam que, no final dos cursos, os participantes disputem vagas em escritórios de advocacia vinculados ao Cesa e garantam sua inserção profissional nos melhores postos de trabalho.

Até 2016, menos de 1% do quadro profissional de escritórios associados ao Cesa era formado por negros. Segundo o mesmo levantamento, nas seleções promovidas para a contratação de estagiários — principal meio de ingresso aos escritórios de advocacia —, o número de candidatos negros é ínfimo ou, em alguns casos, inexistente.

No futuro, o projeto pretende promover ações para alunos do ensino médio interessados na área jurídica, principalmente os autodeclarados negros, para orientá-los e direcioná-los quanto às suas escolhas profissionais.

O lançamento do projeto está marcado para as 19h desta segunda-feira (10/4), na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo (Rua da Consolação, 930).

Revista Consultor Jurídico, 10 de abril de 2017, 7h17

Comentários de leitores

5 comentários

Besteról

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

O mercado está aberto para todos, mas tem gente que fica insistindo, incentivando a discriminação, na verdade prejudicando os negros.

Conduta discriminatória

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A discriminação é evidente. As profissões jurídicas no Brasil são magistratura, Ministério Público, defensor público, procurador do Estado, etc. A iniciativa pretende preparar os "marginalizados" apenas para trabalhar nos escritórios de advocacia, que reconhecidamente pagam menos. Ainda estão com a mentalidade da senzala, na qual a "Casa Grande" (leia-se: magistratura, MP, etc.) pertence apenas aos brancos.

Coerência e Injustiça.

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Vejo muitos advogados, renomados, com escritórios em ótimos bairros, rodeados por amigos e clientes "não negros" pregando igualdade, etc e tal.
Mas basta dar uma olhada para a sua equipe de advogados e constatar que o discurso da igualdade é apenas para adequar-se ao politicamente correto dos dias atuais.
De outro lado, isso tudo é uma grande injustiça com aqueles negros que, mesmo sem contar com instrumentos de "promoção" ou de "democratização do ensino" lutaram, batalharam muito e conseguiram a sua distinção social antes do Brasil ser "descoberto" em 2002. De fato, há negros e pardos nas universidades muito antes de 2003, muito antes de Prouni e outras invencionices politiqueiras. E para estes aguerridos a história tem sido injusta, vez que o discurso do "nunca antes" ignora os lutadores/vencedores de outrora.
Outro exemplo: um jovem que nasceu na periferia, pobre como tantos outros e que fez de tudo para conseguir o seu diploma antes de 2003 é praticamente chamado de idiota por aqueles que ingressaram na "universidade do bairro" quase uma década depois, gratuitamente, pelo Prouni (subsídio).
Se ele tivesse "aproveitado" a sua juventude "curtindo a vida adoidado", ele teria conseguido o "canudo" de graça e perto de casa.

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