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Presunção errada

Advogado de Dirceu elogia PF por assumir erro, mas condena acusações

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A força-tarefa da “lava jato” admitiu que o apelido “JD”, apontado como beneficiário de R$ 48 milhões em uma planilha da Odebrecht, não se referia ao ex-ministro José Dirceu, mas a Jucelino Antonio Dourado, ex-chefe de gabinete do também ex-ministro Antonio Palocci. A declaração foi dada na coletiva de imprensa para explicar a prisão de Palocci, ocorrida nessa segunda-feira (26/9).

O advogado de Dirceu, Roberto Podval, sócio do Podval, Antun, Indalecio, Raffaini e Beraldo Advogados, elogiou a postura dos investigadores de reconhecer seu erro em público.

No entanto, ele afirmou que essa não é a única acusação indevida feita ao ex-ministro da Casa Civil. Segundo o criminalista, diversos delatores imputaram crimes ao petista pelo fato de ele já estar cumprindo pena (da Ação Penal 470, o processo do mensalão) e porque a força-tarefa da “lava jato” ter assumido que ele era o comandante do esquema de corrupção na Petrobras — isso no começo, pois agora eles consideram que esse papel coube ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Podval, “está na hora de as pessoas tomarem consciência de que essas acusações têm que ser vistas com mais cuidado”, pois são feitas com interesses específicos. O advogado ainda criticou a falta de mudanças legislativas e institucionais. “Se nada for feito nesse sentido, daqui a 10 anos estaremos enfrentando os mesmos problemas de hoje”, avaliou.

Condenação por Moro
O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou em maio José Dirceu a 23 anos de prisão por crimes como corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobras investigado na operação "lava jato".

De acordo com Moro, a prática do crime corrupção envolveu o recebimento de cerca de R$ 15 milhões em propinas, considerando apenas a parte por ele recebida. Conforme a sentença, o custo da propina foi repassado à Petrobras, por meio da cobrança de preço superior à estimativa. O juiz, entretanto, afastou o argumento do Ministério Público Federal de que José Dirceu exercia liderança no esquema. Para Moro, não está claro de quem era o comando.

Na visão do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o Ministério Público Federal contradisse sua tese da AP 470 ao afirmar, na denúncia contra Lula, que o ex-presidente era o chefe do mensalão. Isso porque todo esse processo foi montado sob o fundamento de que Dirceu era o comandante do esquema. A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal concordou com a acusação, e condenou o petista. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2016, 17h52

Comentários de leitores

4 comentários

Fátima.

Thadeu de New (Administrador)

"Sangue de jesuis na causa, chama o pastor que a possessão é brába". Santas "CONVICÇÕES" !!!!???? Se o denunciante for daqueles que estão nos holofotes pode o FB ser tido por Fernandinho Beiramar sim, se for do interesse do "Bonner" pode ser até FÁTIMA BERNARDES. kkkkkk Hoje há quem diga o que deva ser. rsrs Acredito mais no FB - Fiz Besteira. !!!

Condenado a Perpétua

Angelo Frizzo (Contabilista)

Zé Dirceu, condenado a perpétua(ou a morte) SEM PROVAS, só por "domínio do fato", até que RESPEITA esses "justiceiros" cheios de "convicção". Mas o Povo, que o considera HERÓI, não se contenta com explicações.

Já tem fama!!

J.Henrique (Funcionário público)

Isto é porque ele, José Dirceu, já tem a fama!! Se encontrarem um cadáver vítima de atrocidade, cujo infeliz tenha, antes de morrer, desenhado sigla FB muitos se inclinarão para Fernandinho Beiramar. Ou não!?

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