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Sergio Moro impõe sigilo em mais uma investigação da "lava jato"

Mais uma investigação da operação “lava jato” foi colocada sob sigilo pelo juiz federal Sergio Moro. Na manhã desta quinta-feira (24/3), o sistema de processos da Justiça Federal passou a proibir o acesso aos documentos da 26ª fase da apuração, conhecida como operação xepa, deflagrada na terça-feira (22/3).

Sergio Moro colocou operação xepa sob sigilo na manhã desta quinta-feira (24/3).
Agência Brasil

O sigilo foi colocado porque a operação xepa tem conexão com a 23ª fase da “lava jato”, que também corre em segredo de Justiça. A decisão do juiz coincide com as críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki sobre a decisão de Moro de retirar o sigilo de interceptações telefônicas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Roussef.

Nessa quarta-feira (23/3), em outra decisão, Moro colocou em segredo de Justiça uma lista de pagamentos a mais de 200 políticos, apreendida em uma busca da Polícia Federal na casa de um dos executivos da Odebrecht. A medida foi tomada pelo juiz após a relação ter sido anexada no processo sobre as investigações da 23ª fase da “lava jato”, conhecida como acarajé, e divulgada pela imprensa. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2016, 20h33

Comentários de leitores

7 comentários

Caiu a máscara do herói

Gryphon (Advogado Autônomo - Civil)

Se é do PT, o juizinho da REDE BOBO manda pra imprensa,
se NÃO é do PT, SIGILO, cambada! e Viva O POVO BRASILÓIDE!

sigilo "conveniente"

Luis Guilherme Lopes de Araújo Pontes (Oficial da Polícia Militar)

Agora há necessidade de sigilo? A quem se quer proteger ou omitir?

É possível punir sem destruir a economia.

Marcelo-ADV (Outros)

É possível punir sem destruir a economia. Não há dúvidas que os vazamentos seletivos e quase mensais promovem a anarquia, pois políticos amedrontados, oportunistas ou que acreditam na repressão a qualquer custo, aproveitam-se da situação para impedir qualquer projeto de governabilidade.

Além disso, há economistas (como Marcos Mendes) que relatam que a falta de segurança jurídica é um dos vários motivos para o baixo crescimento econômico. A análise envolve a proteção da propriedade e o problema do tempo. Entretanto, numa análise mais profunda, verifica-se que um dos problemas do tempo é a quantidade de processos, e há muitos processos porque há muitas lides temerárias. Como o Judiciário faz o que quer, não respeita a legalidade, e não há jurisprudência consistente, íntegra e coerente, sempre há espaço para aventuras.

Na era da banalização do Direito, é possível ingressar com uma ação para pleitear qualquer coisa, invocando um “princípio” qualquer. Tenho o Direito de ser feliz, então posso entrar com uma ação para obrigar o Estado a custear as cirurgias estéticas que tanto desejo. Enfim, tirar um coelho da cartola é fato cada vez mais comum.

É preciso, assim, deixar a memória descansar, para que as coisas possam voltar ao normal, fato que não impede os processos de continuarem.

O fim dos vazamentos é bom para todos.

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