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Nova desembargadora

Nomeação de Marianna Fux para o TJ-RJ é publicada no Diário Oficial do Estado

Foi publicada no Diário de Justiça do Estado do Rio de Janeiro desta terça-feira (8/3) a nomeação de Marianna Fux para o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela ocupará a vaga aberta com a aposentadoria de Adilson Vieira Macabu

O nome de Marianna Fux foi escolhido pelo governador Luiz Fernando Pezão nesta segunda-feira (7/3), mesmo dia em que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro escolheu os três indicados para o cargo destinado ao quinto constitucional da advocacia.

Marianna, que é filha do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, foi incluída na lista tríplice enviada pelo TJ-RJ ao governador com 125 votos.

Além dela, o tribunal também aprovou a indicação do advogado Genilton Castilho (94 votos), genro da desembargadora Regina Lúcia do Passo, e da advogada Kátia Junqueira (120 votos). 

A Constituição Federal reserva um quinto das vagas dos tribunais do país para advogados e membros do Ministério Público, que se revezam na indicação de seus representantes. A seleção de desembargador obedece a um rito no qual a Ordem dos Advogados do Brasil envia uma lista com seis nomes para a corte, que escolhe três e envia para o chefe do Poder Executivo fazer a nomeação.

Escolha conturbada
A seleção do representante da OAB começou em 2014, mas uma impugnação contra a candidatura de Marianna Fux paralisou o processo. A justificativa foi que a advogada não teria comprovado os 10 anos de exercício ininterrupto da advocacia — um dos requisitos para a indicação. Contudo, no último dia 25 de fevereiro, a OAB-RJ concluiu que não havia impedimento para a advogada concorrer a uma vaga.

Desembargadores inconformados com a indicação não compareceram à sessão que definiu a lista tríplice como forma de protesto. Outros declararam que não votariam na advogada pelo mesmo motivo. 

Marriana Fux (ao centro) acompanhou de perto a votação da lista tríplice. Foto: ConJur

Nesta segunda-feira (7/3) finalmente houve a eleição da lista tríplice pelo TJ-RJ, por meio do voto aberto. O desembargador Luiz Zveiter abriu a votação sugerindo a indicação de Marianna, Katia e Genilton, nessa ordem. Ele justificou o voto em Marianna: ela tem mais de dez anos de advocacia, é sócia do escritório Sergio Bermurdes, tem pós-graduações e cursos de especializações e fala diversos idiomas, inclusive hebraico.

Na sequência, muitos desembargadores votaram em Marianna, justificando a escolha com base nos mesmos argumentos. Quando o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, divulgou o resultado, confirmando a inclusão da advogada na lista, os membros da corte bateram palmas. Marianna e Katia Junqueira acompanhavam a sessão.

Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2016, 8h42

Comentários de leitores

22 comentários

E só no judiciário que a sabedoria é hereditária?

Vladimir de Amorim silveira (Advogado Autônomo - Criminal)

Pelé, Roberto Carlos, Maradona e outros astros do futebol ou mundo artísticos não conseguem transmitir para os filhos os mesmos sucessos.
Vocês não acham estranho que é só no judiciário que ocorre esse dom genético?

Impedimento já....

Pek Cop (Outros)

Em respeito aos advogados do Brasil....ela teria que ser impedida de assumir!!!!

...

Ley (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Como faço para que meu filho ingresse no Ministério Público sem concurso? Sugestões please...

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