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Crise em detalhes

Delação de Delcídio acusa Dilma e Lula de interferir na "lava jato", diz revista

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e revelou que a presidente Dilma Rousseff e o antecessor dela, Luiz Inácio Lula da Silva, sabiam de crimes na Petrobras e agiram para evitar que eles fossem revelados. A informação foi divulgada inicialmente pela revista IstoÉ e confirmada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo.

A emissora afirmou que o compromisso ainda não foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, porque um dos pontos do documento foi questionado e está em negociação. A PGR informou que só se pronuncia a respeito de acordos já validados pela Justiça. Já o advogado de Delcídio, Antonio Figueiredo Basto, declarou que não iria se manifestar sobre o assunto.

O senador foi preso em novembro por tentar fraudar as investigações da “lava jato”.

Segundo reportagem da IstoÉ, o senador garantiu que Dilma tentou por três vezes interferir na operação “lava jato” com a ajuda do ex-ministro da Justiça e atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Em uma delas, a presidente teria tido uma reunião com Cardozo e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, em Portugal, para pedir uma mudança nos rumos da “lava jato”. Contudo, o encontro teria sido um fracasso — e o ministro do Supremo teria se negado a participar do esquema.

Outra ação de Dilma seria a tentativa de indicar para o Superior Tribunal de Justiça o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Nelson Schaefer, para votar pela libertação dos acusados Marcelo Odebrecht (presidente do grupo Odebrecht) e Otávio Azevedo (ex-presidente da Andrade Gutierrez).

A terceira iniciativa citada pela revista teria sido indicar Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça com a intenção de que aceitasse os recursos de empreiteiros presos na operação. Navarro, no entanto, deixou a relatoria dos processos da “lava jato” na corte.

Conforme a publicação, o senador petista ainda teria dito que Dilma sabia do superfaturamento na aquisição da refinaria de Pasadena pela Petrobras.

Já Lula seria acusado por Delcídio de ordenar a ele que tentasse convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de não implicar o fazendeiro José Carlos Bumlai em acordo de delação premiada.

A IstoÉ diz ainda que ex-presidente também agiu na operação zelotes para evitar a convocação do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni para depor. A razão seria que o fundador do PT estaria com medo de que eles revelassem repasses irregulares à empresa de seu filho Luís Cláudio e confirmassem repasses para o governo aprovar a Medida Provisória 471/2009, que beneficiou o setor automobilístico.

Além disso, a IstoÉ aponta que Delcídio do Amaral contou aos procuradores que, em 2006, Lula e o ex-ministro Antônio Palocci comprara, por R$ 220 milhões, o silêncio de Marcos Valério no caso do mensalão.

Revista Consultor Jurídico, 3 de março de 2016, 14h29

Comentários de leitores

13 comentários

Uma Luz no Fim do Túnel !

Jorge Florentino (Advogado Autônomo - Criminal)

O combativo Juiz Sérgio Fernando Moro; com o trabalho que vem executando como dito popular:" Doa a quem doer" com certeza só não está sendo bem aceito por aqueles que só queriam e querem usar do poder em proveito seus e de seus familiares e/ou de pessoas do círculo de amizades; isto no campo político como se vê até então.
Tudo isto me faz recordar o dia 01/01/1965; data em que estava completando 16(dezesseis) anos; quando ganhei de presente um livro intitulado;" Cânticos Revolucionários"; e fazendo jus ao seu Título o conteúdo era composto de poesias e apesar de já ter passado mais de meio século; não apagou da minha memória o estribilho; que analisando no sentido exato da mensagem do poeta; talvez seja o momento propício para o seu "sepultamento" com as honrarias ao Juiz que pelo que se vê na mídia; não é de esquerda; não é de direita e não é neo liberal ou seja não tem vinculação nenhuma política; é simplesmente um Nacionalista; isto é com letra maiúscula mesmo.
Transcreve-se o estribilho ipsis litteres: " Por isto faminto povo; com raríssima exceção; todo político é trápola; todo governo é ladrão."
Espera-se que esta luz no fim do túnel; não seja uma locomotiva com dezenas de vagões lotados de minério; ou vagões tanques lotados de combustível; atropelando o Juiz Moro e toda a sua equipe; queira Deus que esta Luz seja emanada pelo Ser Supremo e que continue Iluminado este Profissional.
Não posso deixar de mencionar o celebre Pensamento de Napoleão Bonaparte:" O mundo sofre muito. Não por causa da violência das pessoas más, e sim pelo silêncio das pessoas boas."

Estamos esperando

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Fala-se que Delcídio teria desmentido a reportagem da Revista, e também que os jornalistas que publicaram a reportagem afirmam terem provas do que divulgaram. Pelo que eu vi, não restou esclarecido como os jornalistas conseguiram informações de processo sigiloso, o que leva a crer que ao menos em tese a informação foi obtido por meios criminosos, retirando em via de consequência a credibilidade. De qualquer forma, desde há muito é evidente que Delcídio foi preso e excomungado para que mantivesse sua boca bem fechada. Quando ele foi solto, a língua dele naturalmente começou a se expandir e ganhar mobilidade, e toda a Nação aguarda o que ele tem a dizer. A única coisa a se lamentar nesse episódio é que nós não temos nenhuma instituição realmente isenta que possa passar a limpo a questão e propiciar uma resposta realmente real aos fatos.

Ser intocável...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

A Conjur demonstra claramente pela censura de certos comentários que alguns figurões da república são pessoas intocáveis...

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