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Impeachment de Dilma não interrompeu a operação "lava jato", diz procurador

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Embora a última fase da “lava jato” tenha sido deflagrada há mais de um mês, no dia 12 de abril, a operação ainda está longe de acabar, afirmou nesta quinta-feira (19/5) o procurador da República e integrante da força-tarefa do caso Roberson Henrique Pozzobon.

Em coletiva de imprensa no 4º Congresso Internacional de Compliance & Regulatory Summit, em São Paulo, o integrante do Ministério Público Federal explicou que a “lava jato” funciona por “pulsos”. Assim, os investigadores reúnem documentos e evidências e passam a analisá-las. Quando chegam a conclusões sobre a prática de crimes e a autoria deles, lançam uma nova etapa, com diversas medidas simultâneas, como prisões, buscas e apreensões e conduções coercitivas. No momento, os agentes públicos estão maturando dados antes de voltar a agir, informou Pozzobon.

Ele também refutou a tese de que a pausa na “lava jato” estaria ocorrendo porque a operação teria atingido seu objetivo principal, que seria derrubar a presidente Dilma Rousseff. “A operação não tem viés partidário”, assegurou.

Mesmo ressaltando que desconhece as intenções do presidente interino Michel Temer, Pozzobon desmentiu a teoria de que o peemedebista estaria costurando um acordo para parar a "lava jato". Apontou que a operação não pode ser paralisada por ordem dele, uma vez que a natureza das delações premiadas e acordos de leniência faz com que pessoas e empresas envolvidas em crimes constantemente se disponham a colaborar com as investigações, dando subsídio à força-tarefa e à Justiça para manter o caso em progressão.

Autoinvestigação
Com o avanço no combate à corrupção e o desenvolvimento das áreas de compliance nas empresas, Roberson Pozzobon avaliou que o Brasil está se aproximando de países desenvolvidos como os EUA, onde o Estado dá a chance de as companhias envolvidas em crimes de promoverem uma “autoinvestigação”. Se o resultado for considerado satisfatório, as penas a elas impostas são atenuadas.

De acordo com o procurador, esse sistema torna o combate a crimes como corrupção e cartel mais eficiente. Isso por duas razões: pelo fato de as empresas monitorarem mais rigorosamente suas práticas e por policiais e membros do MP poderem concentrar esforços nas investigações onde não têm essa ajuda interna.  

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2016, 17h58

Comentários de leitores

3 comentários

Agora só tem gatuno!

Sidiney Santana (Policial Militar)

Restou apenas os dois partidos da filosofia "cadeia é pra pobre e preto". Se for do PSDB ou do PMDB não existe punição, mas, se for de outro partido ou classe social desprovida economicamente, está ferrado e destinado a viver nos pés dos mais ricos. Tudo pra eles e nada para os pobres. Se o cidadão do baixo clero comete um deslize penal, por menor que seja, será preso, julgado e condenado... mas os dois partidos que assumiram podem fazer o que bem entederem, roubarem o quanto quiserem e nada acontece. Até o Aécio Neves já teve sua investigação arquivada... Aike batista foi absolvido de uma ação popular... Eduardo Azeredo foi condenado em duas instâncias e nunca cumpriu um único dia da pena... a máfia dos sangue-sugas nunca teve sua investigação concluída... a operação sathiagarra excluíu o delegado Protógenes porque o banqueiro ladrão investigado era ligado a quem mesmo? (...) quem são os três Ex-Ministros de FHC que estão sendo investigados por improbidade administrativa no STF por beneficiar banqueiros através do PROES, e etc, etc, etc...
Eu poderia citar mais alguns exemplos aqui, mas não vai adiantar pois tem muitos hipócritas, narcisistas e egoístas que não dão a mínima importância ao restante do país. Para eles, o país é somente a parte onde eles vivem e é formado por pessoas iguais a eles em sua maioria.
Me revolta ver essa vil filosofia reger a vida da maioria da população do país em que pesa essa maioria ser contra o que está aí.
Começo a enxergar o porquê de assaltantes de bancos preferirem instituições estatais. sempre fui contra mas temo ser estocolmizado por eles diante de tudo que se apresenta hoje na política fascista que se instalou antidemocraticamente.
Deus nos ajude!

Me engana

JB (Outros)

Me engana que eu gosto Doutores, o objetivo já foi alcançado, agora o nome é abafajato.

Presidenta dilma

O IDEÓLOGO (Outros)

O objetivo da Operação "Lava Jato" foi atingir o Partido dos Trabalhadores, sendo que, resultou no Impeachment da Presidenta Dilma. O Juiz Moro cumpriu a sua missão como cidadão e servidor público qualificado.

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