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Sem intimidações

Instituições estão fortes na crise, diz Laurita Vaz, presidente eleita do STJ

Eleita para a partir de setembro presidir o Superior Tribunal de Justiça, a ministra Laurita Vaz é tida como uma julgadora rigorosa e, no contexto da corte, independente, já que não é ligada a nenhum grupo. Em entrevista ao jornalista Frederico Vasconcelos, do jornal Folha de S.Paulo ela garantiu que as investigações da “lava jato” irão prosseguir “sem intimidações ou interferências” e que as instituições estão demonstrando força em um momento de crise. 

Primeira mulher a presidir o STJ, Laurita já acompanhou e divergiu da colega Nancy Andrighi em casos importantes. Neste ano, Laurita acompanhou Nancy no voto pela prisão do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Mato Grosso Evandro Stábile, condenado por corrupção passiva. Foi a primeira vez que o STJ determinou o início imediato da pena antes do trânsito em julgado da ação.

Já em 2012, Laurita divergiu de Nancy, quando o STJ aprovou alteração no regimento para convocar juízes auxiliares, contrariando a opinião da corregedora.

A presidente eleita irá lidar com as investigações que sua antecessora mandou abrir no Conselho Nacional de Justiça para apurar se houve envolvimento dos ministros do STJ Marcelo Navarro e Benedito Gonçalves na “lava jato”.

Leia abaixo a entrevista que a ministra Laurita Vaz concedeu ao jornal:

Folha de S. Paulo – Qual será a sua prioridade na presidência do STJ
Laurita Vaz –
Prover meios para que a atividade de ministros e órgãos do tribunal seja prestada com maior eficiência e em tempo oportuno.

Folha de S. Paulo – Em que medida a sua trajetória é importante para comandar o STJ?
Laurita Vaz –
Fui aprovada no concurso para o Ministério Público de Goiás em 1978. Passei por várias comarcas. Isso me deu experiência inestimável no interior, onde pobreza e falta de recursos são desafios à cidadania. Exerci todos os cargos, no Ministério Público, perante o STF e o STJ. Como Corregedora-Geral Eleitoral, pude observar a importância do fortalecimento das instituições. Colhi lições que serão úteis na presidência.

Folha de S. Paulo – Como o julgamento da Lava Jato prosseguirá no STJ
Laurita Vaz –
Apesar da lamentável crise política, econômica e moral, as instituições públicas de controle estão se mostrando firmes e independentes. A Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça estão trabalhando em grau máximo de seriedade e empenho, correspondendo às expectativas da sociedade, cansada de desmandos.

Folha de S. Paulo – Como vê as manifestações sociais contra a corrupção?
Laurita Vaz –
O Brasil reafirma seu compromisso com as liberdades e direitos sociais. A reação massiva da população brasileira contra a corrupção é, sem dúvida, bastante salutar, pois impulsiona mudanças.

Revista Consultor Jurídico, 5 de junho de 2016, 12h33

Comentários de leitores

2 comentários

E como estão!

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Só para se ter uma ideia as instituições se uniram para tomar de assalto a democracia, mediante golpe parlamentar, judicial, midiático, militar, etc.... etc..., na melhor versão conspiratória. Que força têm as instituições brasileiras! Roubalheira para ditador nenhum botar defeito.

Só pensam nas vantagens do cargo, e nunca no cidadão

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Quando a ministra diz "instituições estão fortes" leia-se: os vencimentos e regalias dos agentes públicos estão garantidos.

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