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Greve dos servidores do MP de Minas Gerais completa 100 dias

A greve dos servidores do Ministério Público de Minas Gerais completou 100 dias nessa quarta-feira (13/1). Iniciada em outubro de 2015, essa é a maior e mais extensa paralisação da história da categoria, mesmo após os servidores terem seus pontos cortados. Já os promotores e procuradores de Justiça de Minas Gerais não aderiram à greve.

Para o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (Sindsempmg), Eduardo Maia, “o momento é de manutenção do movimento, a categoria precisa ser ouvida e a administração superior deve a cada servidor uma resposta aos seus anseios e reinvindicações”.

A Diretoria do Sindsempmg decidiu o calendário de janeiro com manifestações às quartas-feiras e reuniões plenárias caso surjam fatos novos, manifestações e assembleias gerais serão convocadas pera deliberação da categoria.

Mandado de segurança
O Sindicato está buscando, por meio de sua assessoria jurídica, que seja publicado o resultado do agravo sobre o corte de ponto antes do dia 21 de janeiro, para que possa avaliar os recursos cabíveis.

Caso isso não ocorra nesta semana, medidas adicionais serão tomadas, entre elas, manifestação perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais ou outras juridicamente cabíveis. O sindicato está pedindo ainda o julgamento do próprio mérito do mandado de segurança para aumentar a segurança jurídica e promover recursos ordinário o quanto antes, no caso do mérito não ser o favorável dos servidores. Com informações da Assessoria de Imprensa do Sindsempmg.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2016, 13h31

Comentários de leitores

1 comentário

Força!

Flávio Marques (Advogado Autônomo - Criminal)

Parabéns ao sindicato pela determinação, bem como aos servidores. O salário pago pelo MPE aos seus servidores é um dos piores do Brasil, ao passo que, para os promotores, é um dos melhores. Ainda mais: agora, o reajuste dos subsídios dos promotores (e da magistratura) é automático! Basta ver pelo PORTAL DA TRANSPARÊNCIA quanto é o real subsídio dos Membros do MPE. Verba para reajustar o pífio salário de quem faz a máquina andar não tem; agora, para atender interesse dos membros, TEM DINHEIRO DEMAIS, NUNCA FALTA! E o pior: cortam-se salários. Veja-se, pois, a desfaçatez do MPE: pode-se fazer greve, mas o salário será cortado. Logo, aquele seu filho que toma remédio controlado, o seu pai/mãe que precisam de cuidados especiais, os seus estudos, enfim, o servidor terá a sua vida financeira parada, vendo, quem sabe, entes queridos correrem risco de vida por causa de ausência de recursos para comprar remédios. Que direito de greve resiste a essa pressão do poder econômico? PORÉM, FORÇA SERVIDORES, QUE VENHAM MAIS 100 DIAS, 1000 DIAS DE GREVE ANTE DESSA ADMINISTRAÇÃO FASCISTA!

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