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"Lava jato"

Com mandado no Brasil, executivo é preso na Suíça por investigação paralela

As autoridades suíças confirmaram a prisão do executivo Fernando Migliaccio da Silva, ligado à empreiteira Odebrecht e investigado no Brasil pela operação “lava jato”. A Procuradoria da República do Paraná (PR-PR) confirmou a notícia, mas diz ainda não saber os motivos que levaram o Ministério Público da Suíça a tomar a atitude. Sabe-se que existe uma investigação autônoma sobre a Odebrecht naquele país.

No Brasil, a prisão de Migliaccio havia sido decretada no dia 11 de fevereiro. Porém a Procuradoria no Paraná afirma que o fato ocorrido na Suíça não tem relação com o mandado expedido pela Justiça brasileira, que era desconhecido pelas autoridades estrangeiras.

A investigação de Migliaccio na “lava jato” tem por base evidências de que ele gerencia contas usadas pela Odebrecht no exterior para pagar propinas para autoridades do Brasil e de outros países. Segundo a PR-PR o executivo atuava junto a um grupo de pessoas subordinadas a Marcelo Odebrecht que controlavam contas escondidas no exterior, em nome de empresas offshores.

Migliaccio tinha endereço de e-mail hospedado na Odebrecht e recebeu, por correio eletrônico, mensagem contendo pagamento aparentemente destinado para autoridade argentina da Secretaria de Transportes, com a qual há notícias de que a empresa mantinha contrato, o que foi confirmado em contato com autoridades argentinas.

A Procuradoria afirma que existem provas de que Migliaccio, assim como outro gestor das contas, mudou-se para o exterior logo após as buscas e apreensões feitas sobre a empresa, em 19 de junho de 2015. Segundo a instituição, o fato disso ter ocorrido logo após as buscas e o pagamento pela Odebrecht de suas despesas de mudança e manutenção no exterior apontam para a existência de manobras orquestradas por Marcelo Odebrecht e seus funcionários, destinadas à evasão e a dificultar ações de investigação das autoridades brasileiras. Com informações da Assessoria de Imprensa do PR-PR. 

Revista Consultor Jurídico, 24 de fevereiro de 2016, 10h43

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