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Antecipou opinião

Promotor que "denunciaria Lula" é alvo de representação no CNMP

O promotor do Ministério Público de São Paulo Cássio Conserino, que afirmou em entrevista à revista Veja que denunciaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, é alvo de uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público. O documento foi protocolado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) nesta terça-feira (16/2).

Na entrevista à revista, o promotor afirmou que denunciaria o ex-presidente e sua mulher por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, apontando reportagens segundo as quais o casal seria dono de um tríplex no Guarujá. No entanto, Conserino ignora que a defesa de Lula afirma que o tríplex nunca foi do casal e que não foi concluído nenhum processo sobre a questão.

Conserino agiu com o objetivo de obter promoção pessoal, diz representação.
Reprodução

Na representação, Paulo Teixeira diz que as atitudes do promotor buscam promover sua imagem e que Conserino “solapou a atribuição de 120 Promotores de Justiça que atuam nas Promotorias Criminais da Capital”.

“O promotor de Justiça Cassio Roberto  Conserino agiu com o claro objetivo de obter promoção pessoal, bem como agiu em frontal violação às regras de determinação de atribuição para a distribuição de feitos criminais. Houve, ainda, indevida antecipação de juízo de valor, tudo a comprometer a dignidade do Ministério Público”, diz Paulo Teixeira.

O deputado também chega a citar que houve uma troca de favores entre o promotor e a revista Veja, que publicou a entrevista. “O Reclamado teve por objetivo, nitidamente, agradar os donos e responsáveis ela revista, em troca de um espaço de promoção pessoal que lhe foi efetivamente concedido.”

Para embasar sua representação, Paulo Teixeira cita voto do conselheiro do CNMP Jarbas Soares Júnior, que condenou prática similar de outro promotor. Em seu voto, Jarbas Júnior classifica que antecipar juízo de valor à imprensa revela “uma espécie de amadorismo”.

“Essa espetaculização das ações dos membros do Ministério Público depõe contra a instituição como um todo, lamentavelmente, e causa desprestígio social e intelectual ao Ministério Público”, afirmou o conselheiro em outro julgamento sobre tema similar.

Clique aqui para ler a representação.

Revista Consultor Jurídico, 16 de fevereiro de 2016, 21h58

Comentários de leitores

12 comentários

Uma rápida revelação dos regimes totalitárias

Gabriel Karikas (Arquiteto)

As sociedades comunistas (ou regime totalitários, instalando por Stalin, Hitler, Mao Zeitung ou por similares, até o Comuna de Paris - 1873) foram compostas três faixas de cidadania –
1 – companheiros
2 – povão – incluindo “inimigos suspeitos”, trabalhadores, simpatizantes, qualquer em massa
3 – inimigos “verdadeiros” - qualquer critico da sistema, até moderadamente

A primeira ainda foi subdividida para:
A – companheiros comuns
B – companheiros “honrados” – os lideres, amigos, etc.

A terceira também foi subdividida:
A – inimigos “naturais” ou originais – massa “beneficiado” por sociedade antecipada – considerando por a ideologia de marxista – essa massa passou uma reeducação forcada – campos de trabalhos forcados, punições, etc. – por finalidade de reeducar para a massa servidores do sistema – através de lavagem de cérebro
B – inimigos novos, ou sugeridos – todos, quem iniciaram juntos com os lideres do regime, mas por alguma falha, foram consideradas pessoas “non grata”

O papel de 1/A foi para defender em cegamente qualquer atividade da faixa de 1/B,
Destinado para honrar, adorar e defender o supremo líder.
Mas deste faixa (1/A) poderá cair do qualquer hora, por qualquer falha cometida - na adoração ou na defesa do “supremo” ou bando do supremo! Veja a caso da China, onde em real foi os “bandos do quatro” o supremo líder do regime de Mao!
Analisa a situação atual, oque está acontecendo em Brasil neste momento, as ações e reações em todo segmento.
Quem esta na faixa 1/A, e fará uma falha, claro, logo cairia a desgraça, para a faixa 3/B
Para essa faixa não existia qualquer perdão, porque eles levaram a total desconfiança
1 – eles sabiam todo sobre de atividade do grupo de líder
2 – os originas de espirito deles, pois é, bem igual!

Concordo!

Neli (Procurador do Município)

O promotor deveria ser mais discreto. Não entro no mérito sobre a sua atribuição no caso Lula&Mariza, mas, não tem que pronunciar antes.Embora é de ser ressaltado que o promotor é parte parcial dos casos, assim como o advogado. A imparcialidade deve ser apenas,e tão-só, atributo do Magistrado

Nota ofensivamente incorreta

Macaco & Papagaio (Outros)

Fui politicamente obstado, e com correção, porque notei:

1) Que o MP no Brasil tem o vírus do denuncismo, mas que, no caso, é razoável investigar o MSTL - Movimento do Sem Teto Lulista;
2) Que se o tal Promotor solapou a sua atribuição, que seja punido através do devido processo legal;

3) Que também pode ser considerada como indevida a antecipação de juízo de valor fomrulado pelo Deputado, para quem o Promotor agiu para "obter promoção pessoal" e para "agradar os donos da revista";

4) Que é natural que haja consenso e dissenso no reino da democracia desta republiqueta tupiniquim;

5) Que, antes de tudo, a espetaculização das acusações e opiniões depõe contra a cidadania civilizada, sendo secundário se atinge, ou não, uma instituição, causando-lhe desprestígio social e intelectual.

Agora, para ver se minha nota é apta à aprovação por média:

* Posso questionar a legitimidade de um Congressista, desprovido de procuração ou delegação pessoal, que usa do mandato do povo para tutelar interesse particular de um terceiro que se autoufana de ser um semideus vermelhista ??

O censo(r) da minha redação é incensurável !!

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