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Primeira presidente

Renata Gil assume Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro

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Primeira mulher a presidir a Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro, a juíza Renata Gil assumiu o cargo, na tarde desta segunda-feira (15/2), com a promessa de reconquistar o espaço da entidade no cenário nacional. Outra meta da magistrada é garantir aos juízes de primeiro grau o direito de participar da eleição dos dirigentes do Tribunal de Justiça fluminense.

Renata afirmou que a Amaerj se “distanciou um pouco” do movimento associativo nacional e que está na hora de a entidade recuperar essa atuação. Ela disse que isso será feito por meio de ações que aproximem a entidade da Associação dos Magistrados Brasileiros, que representa os juízes brasileiros, assim como da bancada do Rio de Janeiro no Congresso, a fim de defender a aprovação de projetos de lei de interesse da magistratura.

A nova presidente da Amaerj lembrou que o Rio de Janeiro foi o berço do movimento associativo dos juízes e, por isso, precisa recuperar esse protagonismo. “Recuperaremos o protagonismo da Amaerj e retomaremos sua posição de destaque e proeminência no cenário nacional, espaço este que outrora já ocupou. O Rio de Janeiro sediou as primeiras reuniões do movimento associativo, constituindo a sede histórica da AMB”, destacou.

Renata afirmou também que continuará com as tratativas com a direção do TJ a fim de ver aprovada a eleição direta para os juízes. “A nova Amaerj se propõe a apresentar à administração [do TJ-RJ] medidas concretas de democratização interna. Uma delas é a participação dos juízes nas diversas funções internas e externas [da corte] que tenham impacto direto na qualidade e efetividade da prestação jurisdicional”, afirmou.

E acrescentou: “Inauguraremos um cenário de voto e expressão para o primeiro grau de modo que as dificuldades enfrentadas na ponta integrem o planejamento da gestão dos eleitos. Diante de tantos jovens exercendo a magistratura e diante da recente extensão da idade máxima para aposentadoria dos funcionários públicos, nada mais saudável para os tribunais que a participação democrática dos juízes de primeiro grau, gerando estimulo à carreira”.

A nova presidente da Amaerj substituiu Rossidélio Lopes, que fez uma rápida avaliação de sua gestão e desejou boa sorte à sucessora. “Temos dois anos muito difíceis pela frente, não só pela questão econômica, mas também política. É hora de fortalecer as instituições. Que os juízes possam se unir em torno de Renata e sua diretoria”, destacou.

Magistrada há 18 anos, Renata é titular da 40ª Vara Criminal do Rio de Janeiro desde 2007. Integrou a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e a Lavagem de Dinheiro e foi vice-presidente de Direitos Humanos da AMB, entre 2011 e 2013. Com ela, também tomaram posse os 73 membros de sua diretoria.

A posse foi acompanhada por deputados federais e senadores. Também estiveram presentes representantes do governo estadual e municipal, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e do Judiciário Federal, do Trabalho e Eleitoral. 

 é correspondente da ConJur no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 15 de fevereiro de 2016, 20h48

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