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Ideias do Milênio

"No jornalismo, usamos uma espécie de ciência para testar nossas teorias"

Reprodução/YouTube

Entrevista concedida pela jornalista e médica Sheri Fink ao jornalista Jorge Pontual, para o programa Milênio — um programa de entrevistas, que vai ao ar pelo canal de televisão por assinatura GloboNews às 23h30 de segunda-feira, com repetições às terças-feiras (17h30), quartas-feiras (15h30), quintas-feiras (6h30) e domingos (14h05).

O Milênio está no New York Times. Viemos entrevistar a jornalista Sheri Fink. Ela é médica e jornalista premiada, ganhou dois Pulitzer, o principal prêmio do jornalismo americano. O primeiro foi com uma reportagem que virou livro sobre um hospital de Nova Orleans na passagem do furacão Katrina, e o segundo, como parte da equipe do New York Times premiada pela cobertura da crise do ebola na África. Nós vamos conversar sobre o que o jornalismo e a medicina têm em comum em situações críticas, em que é preciso tomar decisões de vida ou morte em cima da hora e entra em jogo a ética das duas profissões. É uma conversa sobre a ética no jornalismo e na medicina.

Jorge Pontual — Você é formada em Medicina, certo? Por que você decidiu virar jornalista?
Sheri Fink —
É uma longa história, mas não foi algo planejado. Eu queria me dedicar à carreira acadêmica na medicina, fazendo pesquisas em laboratório e aplicando isso aos pacientes. E eu fiquei muito interessada numa guerra que acontecia na época em que eu era estudante. A guerra acontecia nos Bálcãs, e muitos nem devem se lembrar.

Jorge Pontual — Na década de 1990, certo?
Sheri Fink —
Sim, nos anos 1990. E eu acabei indo para a região, onde ouvi várias histórias incríveis sobre o trabalho dos médicos lá. Então comecei a escrever e, para resumir, me apaixonei pelo jornalismo, por essa ideia de falar sobre medicina e assuntos médicos para o público em geral. E, assim, minha carreira foi mudando. Passei alguns anos trabalhando com ajuda internacional em áreas de desastre e conflitos. Fiz isso durante alguns meses por ano, enquanto eu escrevia o livro sobre os médicos dos Bálcãs.

(Guerra da Bósnia. O massacre de Srebrenica aconteceu em 1995. Conflito entre sérvios cristãos ortodoxos, croatas católicos romanos e bósnios muçulmanos. É o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de oito mil pessoas morreram.)

Jorge Pontual — Você estava cobrindo uma situação específica, certo?
Sheri Fink —
Srebrenica. A pronúncia é difícil. Mas sim, foi um... Foi realmente... Hoje ouvimos essas histórias sobre ataques a hospitais. Houve uma reportagem recente sobre como há poucos médicos restantes em Alepo, na Síria, e sobre quantos hospitais têm sido atacados. Na década de 1990, havia um hospital na cidade de Srebrenica, uma cidade muito pequena no leste da Bósnia, mas muito estratégica na guerra, pois estava na fronteira. E, quando a linha de frente se formou, lá havia cerca de cinco médicos jovens recém-formados. Todos os profissionais experientes tinham fugido, e aquela cidade, que tinha cinco mil habitantes, começou a receber refugiados e se viu com 50 mil pessoas. As bombas caíam, os homens iam para a guerra, pisavam em minas terrestres, a cidade estava sendo bombardeada... Esse é o cenário do meu primeiro livro. Eu conto a história dessa guerra que, como muitos sabem, culminou, nessa cidadezinha, com o genocídio de quase todos os homens e meninos e a deportação de quase todas as mulheres. O livro fala da guerra e do genocídio pela ótica dos profissionais de saúde, que tentavam manter as coisas funcionando e praticar a medicina em condições inimagináveis, condições que nós desconhecemos no mundo moderno naquela parte do mundo.

Jorge Pontual — O fato de você ser médica, sua formação em Medicina e suas capacidades profissionais ajudaram de que maneira sua análise e sua observação como jornalista?
Sheri Fink —
Eu me convenci de que isso é muito relevante. Médicos aprendem a ouvir as pessoas, a ouvir informações que normalmente são privadas, mas que alguém quer compartilhar, no caso do médico, para ser curado, já no caso do jornalista, porque sente que aquela história pode ajudar outras pessoas. É bom ouvir as pessoas dessa maneira. Mas eu também acho que a ciência é essa busca por conhecimento, essa busca pela verdade, e, às vezes, temos que agir como detetives, juntar as partes e tentar entender o que está acontecendo. No jornalismo, é a mesma coisa, é o que fazemos. Nós buscamos a verdade, ouvimos relatos diferentes, às vezes até contraditórios, e temos que usar o instinto e uma espécie de ciência para testar nossas teorias — no caso do bom jornalista — em vez de acreditar na primeira coisa que ouvimos.

Jorge Pontual — E, depois, você escreveu sobre Nova Orleans, durante o furacão Katrina, mas que você escreveu depois, e a história se tornou um livro. Por que você decidiu escrever sobre isso?
Sheri Fink —
Bem... Logo depois do lançamento do livro sobre a Bósnia e nos anos em que trabalhei em zonas de guerra e áreas de conflito e de desastre, aconteceu uma tragédia no meu próprio país, que foi esse furacão horrível, o Katrina.

(Furacão Katrina. Tempestade tropical que atingiu o sul dos Estados Unidos, em 29 de agosto de 2005. 80% de Nova Orleans foram inundados. 200 mil casas ficaram debaixo de água.Um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos.)

Sheri Fink — Nós, americanos, somos muito ingênuos e achávamos que reagiríamos bem a um desastre natural. Mas, em vez disso, houve muitas mortes, e muitos hospitais ficaram cercados de água quando as barragens se romperam, e ficaram sem energia elétrica. Eles tiveram que tomar decisões muito difíceis, e eu ouvi boatos de que, em um hospital, algumas vidas podiam ter sido ceifadas. Em outras palavras: alguns profissionais de saúde haviam acelerado deliberadamente a morte de alguns pacientes. Eu quis saber mais. Aquela situação me atingiu de maneira semelhante à do primeiro livro. Quando aprendemos a escrever, nos mandam falar do que sabemos. Eu conhecia aquilo — medicina, situação de crise —, e foi por isso que eu quis entender aquele mistério, o que tinha acontecido no meu país e que lições podíamos tirar disso.

Jorge Pontual — Naquele hospital... Foram cinco dias, certo? Depois que acabou, encontraram 45 corpos na capela. Ou seja, aqueles pacientes foram abandonados, certo? E foram encontrados depois.
Sheri Fink —
Esses pacientes morreram. Alguns morreram durante o furacão, mas a maioria morreu depois dele. O que aconteceu foi que, numa manhã de segunda-feira, esse furacão horrível atingiu a cidade e, na manhã de terça-feira, se romperam as barragens que protegiam a cidade, que é como uma piscina abaixo do nível do mar. Quando a água começou a subir em volta desse hospital, eles sabiam que estavam vulneráveis. Depois eu soube que há algo comum nos hospitais americanos: os geradores de energia não são protegidos contra enchentes. O pessoal do hospital sabia que teria que evacuar todos. Os helicópteros começaram a chegar, mas só podiam levar um ou dois pacientes por vez. Havia 250 pacientes, duas mil pessoas contando médicos, enfermeiros, funcionários e familiares. A primeira pergunta foi...

Jorge Pontual — Ele estava rodeado de água?
Sheri Fink —
Completamente rodeado. Só se saía de helicóptero ou barco. E eles tiveram que escolher quem resgatar primeiro. Os doentes cujas vidas dependiam de máquinas? Os saudáveis, porque poderiam ser retirados mais rápido ou porque teriam uma maior chance de sobrevivência? Esse foi o primeiro dilema. O segundo dilema foi que, no dia seguinte, os helicópteros teriam a cidade inteira para resgatar. As pessoas estavam nos telhados sacudindo panos. Os pilotos não sabiam nem se elas tinham água. Com isso, o resgate tornou-se mais lento, alguns pacientes começaram a morrer, e a equipe do hospital começou a se desesperar, pois se ouviam tiros, estava um caos, havia todo tipo de boato sobre o que acontecia na cidade, embora muitos não fossem verdade, mas havia medo. E, em algum momento, alguns funcionários começaram a falar sobre sacrificar os animais. Alguns deles haviam levado os animais para o hospital para deixá-los seguros ou para não ficarem em casa sozinhos. Eles viram que não poderiam retirá-los de lá, pois cada helicóptero e barco só podia levar a equipe e os pacientes, então começaram a sacrificar os animais, até que alguém disse: “Acabamos com o sofrimento dos animais, mas e daqueles pacientes que sabemos que não vão sobreviver?”.

Jorge Pontual — Qual foi a decisão que os médicos tiveram que tomar no final?
Sheri Fink —
Uma médica e duas enfermeiras foram presas por homicídio. Essas profissionais de saúde alegaram inocência e disseram que só estavam dando conforto. Mas consegui encontrar dois médicos que participaram desse esforço e que conversaram comigo e disseram: “É verdade, fizemos isso. Nós matamos os pacientes. Achamos que era o certo a fazer”. Outros médicos e enfermeiros do hospital disseram: “Todos estamos sofrendo, mas vamos todos sair daqui, e um profissional de saúde nunca deveria cruzar essa linha”. Às vezes eu acho que, quando ocorre um desastre, nós ficamos cegos e não conseguimos enxergar outras possibilidades. E, na verdade, no momento em que eram dadas as injeções, os helicópteros e os barcos efetivamente chegaram, mas, infelizmente, era tarde demais para aqueles pacientes.

Jorge Pontual — Chama a atenção no livro o fato de você não dar juízo de valor. Mas você mostra que a mídia que cobriu essa história, as televisões, os jornais... Todos falaram sobre isso.
Sheri Fink —
Foi algo importante.

Jorge Pontual — A mídia logo os julgou. Isso sempre é um desafio para os jornalistas, pois eles tiveram pouquíssimo tempo para a cobertura. As coisas aconteciam durante a cobertura. Você fez sua pesquisa e sua reportagem bem depois, então você pode ter acesso à história toda, com a perspectiva de quem sabia quase tudo que tinha acontecido. Mas quem estava publicando a história durante o processo judicial não sabia disso, certo? É difícil para um jornalista chegar a alguma conclusão sem informação suficiente.
Sheri Fink —
Claro. Eu acho que o mais ultrajante é que esconderam muita informação. E me lembro de ouvir que uma profissional de saúde, que era a coordenadora de emergências do hospital... É um sistema que temos nas emergências do país. Nós escolhemos uma pessoa do hospital, que, no caso, era uma enfermeira experiente, para assumir o controle e gerir a situação. Um jornal local fez uma série de reportagens muito boas sobre o acontecimento ao longo de cinco dias. Essa enfermeira chorou quando leu, pois a retrataram como uma pessoa má, mas o problema foi que ela não quis falar com o jornalista. Um jornalista não pode apresentar seu ponto de vista se você não o disse a ele. É claro que o advogado dela deve tê-la orientado a não falar, achando que poderia ser arriscado para ela. Mas o jornalista não pode ser culpado por não apresentar a perspectiva dela se ela não falou com ele. Nesse caso, especificamente, os profissionais de saúde insistiram para que as investigações fossem sigilosas. Havia 50 mil páginas de documentos produzidos pelo Estado no curso da investigação, e os profissionais de saúde conseguiram, em juízo, blindar esses documentos, de modo que a população nunca tivesse acesso a eles, nem mesmo aqueles cujos familiares foram mortos. Eles nunca tiveram acesso a eles.

Jorge Pontual — Você também não teve acesso?
Sheri Fink —
Eu consegui ver alguns deles. Por causa dos meus anos de experiência com pesquisa e jornalismo investigativo, tive acesso a alguma informação, e ela está no livro. Eu tive sorte, porque isso me ajudou muito.

Jorge Pontual — E que lição de ética você aprendeu com essa história?
Sheri Fink —
Nos EUA, nós temos o Instituto de Medicina, que é formado por um grupo de médicos experientes escolhidos sem qualquer viés político ou ideológico. Eles criaram um grupo para estudar casos como esse, e esse grupo tomou duas decisões bem interessantes. Eles não fizeram juízo de valor em relação aos profissionais, que estavam sob pressão e tomaram aquelas decisões, e o Grande Júri decidiu não processá-los. Mas eles tomaram duas decisões. Nesse hospital, especificamente, foi decidido que quem tivesse a “ordem de não ressuscitar” só seria evacuado no final. Foram pessoas que decidiram que, em caso de parada cardíaca, não queriam ser ressuscitadas, intubadas e não queriam o uso de meios artificiais para prolongar a vida. O que esse grupo disse foi que não se deve fazer essa triagem para saber quem deveria ser resgatado em caso de desastre, porque essa é uma questão muito diferente, são preferências para o fim da vida, e não queremos que as pessoas se sintam dissuadidas a tornar públicas essas preferências por medo de elas serem usadas de uma maneira inesperada. Outra coisa que disseram foi que, nem em uma crise, podemos violar a norma ética da medicina — e a norma legal — que remonta aos tempos de Hipócrates. Não se deve causar dano, não se deve acelerar a morte de um paciente, não se deve usar o conhecimento da medicina para causar a morte. Eles disseram que, mesmo em caso de crise extrema, isso não deve ser aceito, pois pode sair do controle, é uma linha que não queremos cruzar. E o público perderia a confiança em nós se fizéssemos isso. Essas são algumas das lições, e o que eu tirei disso foi que, em caso de desastre, é preciso ter um planejamento e alguma flexibilidade para mudar esse planejamento, além de tentar ao máximo salvar e proteger vidas. E ter criatividade, o que é muito difícil no estresse, sob pressão e sem dormir, mas esse tipo de pensamento criativo pode ser muito importante para salvar vidas em desastres. E todos que estiverem próximos de uma situação de crise se tornam os primeiros a reagir, então temos que pensar nisso antes que aconteça. Qual é a crise ou o desastre mais provável de ocorrer com você, no seu bairro? O que você faria? É preciso pensar nisso, e foi o motivo pelo qual eu escrevi esse livro narrando cada momento, para levar as pessoas através deles e fazê-las pensar da mesma forma como quem viveu. Não em retrospectiva, mas à medida que acontecia.

Jorge Pontual — Muito bem. Vamos falar sobre o ebola. Qual era o seu trabalho com relação a isso?
Sheri Fink —
O New York Times investiu muitos recursos para enviar vários jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas para cobrir a crise do ebola na África Ocidental, além de todo o trabalho que fizemos nos EUA, lidando com o medo das pessoas e os poucos casos que tivemos.

(Vírus Ebola. Surgiu em 1976. Onda de surtos no Sudão e na República Democrática do Congo. Região próxima ao Rio Ebola, que dá nome à doença. Desde março de 2014, a epidemia na África Ocidental é considerada a maior da história. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90%.)

Sheri Fink — Então passei quase três meses na África Ocidental, em duas viagens. Uma das coisas que fiz foi ficar quase três semanas com uma equipe de uma unidade de tratamento de ebola, para acompanhar o trabalho deles e mostrar às pessoas nos EUA e desmitificar o tratamento dos pacientes com essa doença, essa perspectiva aterradora.

Jorge Pontual — Como você lidou com os riscos?
Sheri Fink —
Como médica, eu pude fazer um treinamento dado aos profissionais de saúde que trabalhavam nessas unidades. Então aprendi como ocorre o contágio e como achamos que não é transmitido, além do que fazer para se proteger, da roupa usada quando se tem contato direto com o paciente e evitar tocar em fluidos corporais, a higiene correta, a passar água sanitária nas botas quando se anda por áreas contaminadas com fluidos. Esse tipo de coisa.

(No período em que investigou o surto de Ebola, na África, Sheri Fink fez uma descoberta aterradora. As autoridades já tinham conhecimento do “paciente zero”, mas não tomaram as devidas precauções. A morte de Sia Wanda Koniono, de 37 anos, foi registrada, mas nada foi feito. Milhares de mortes poderiam ter sido evitadas.)

Sheri Fink — Por curiosidade, eu digitei Sia Wanda. E apareceu do nada. Eu não podia acreditar. Dizia que ela morou em Serra Leoa. Fui atingida pela informação. Era como se as autoridades soubessem sobre ela. Eles sabiam que as pessoas estavam doentes antes do primeiro funeral.

Jorge Pontual — Enquanto você estava na África, havia muito alarmismo aqui, muito pânico, e a mídia alimentava um pouco — ou talvez muito — disso. Vamos falar sobre a ética de como cobrir esse tipo de coisa. Como cobrir desastres e ataques terroristas? Porque a mídia pode ajudar a alimentar o pânico que os terroristas querem criar ou aquele pânico que não ajuda os profissionais de saúde a tratar uma epidemia, certo?
Sheri Fink —
Certo.

Jorge Pontual — Como jornalista, o que você acha disso?
Sheri Fink —
Eu pensei muito nisso quando estava na África, que nosso dever era pensar não só na precisão da cobertura, mas também no impacto do que escrevíamos. Nós temos o dever maior de pensar no possível impacto do que escrevemos em crises reais como aquela? É difícil, porque queremos cobrir essas questões que são muito importantes, que interessam às pessoas, que são relevantes e merecem ser notícia. São decisões tomadas pela cúpula dos jornais, pelos editores, mas também pelos repórteres, que estão no local cobrindo as histórias. Eu acho que a precisão é muito importante. Às vezes digo que a informação é o antídoto do medo. Mas você tem razão. Quando cobrimos algo sem parar, se fizermos isso de uma maneira... Enfim, mesmo que os fatos estejam corretos, a cobertura pode ser exagerada demais, a manchete pode “gritar” algo que não está na matéria. São perigos que precisamos levar em conta, com certeza.

Jorge Pontual — Você pensa em voltar para a medicina ou agora você é só jornalista?
Sheri Fink —
Eu sou só jornalista.

Jorge Pontual — O que é muita coisa.
Sheri Fink —
Pois é! Eu respeito muito a profissão e alguns colegas. Há jornalistas que me inspiraram enquanto eu fazia essa transição que não era meu projeto inicial. Eu achava que o jornalismo podia me dar desafios que a medicina não daria. É claro que a medicina é algo desafiador e que vale a pena, mas o jornalismo nos permite trabalhar de uma maneira que vai além do paciente individual. É parecido com a pesquisa que eu fazia em medicina. Quando faz pesquisa, você atinge a vida de várias pessoas. As reportagens são publicadas, várias pessoas leem, mas não sabemos que impacto elas terão, não podemos ter essa ingenuidade, mas, para o bem ou para o mal, causamos um grande impacto.

Jorge Pontual — E talvez salvar vidas.
Sheri Fink —
Talvez.  

Revista Consultor Jurídico, 15 de fevereiro de 2016, 13h15

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