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Clima de guerra

Em posse na AMB, Jayme de Oliveira fala em "apaziguação" entre os Poderes

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O juiz paulista Jayme de Oliveira tomou posse nesta quinta-feira (15/12) como presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Ele assume o cargo para o triênio que vai até 2019, em substituição ao juiz João Ricardo Costa.

Em seu discurso de posse, o magistrado defendeu a magistratura e a harmonia entre os Poderes. "Nesse clima de guerra que tomou conta das instituições, o Judiciário é o Poder que tem mais condições de apaziguação. Juízes, por dever de ofício, são prudentes e serenos."

Jayme afirmou ainda que juízes devem ser bem remunerados, para que a única preocupação seja com a distribuição de Justiça. "Magistrados, não se preocupem, vamos proteger vocês, para que vocês defendam o povo brasileiro."

Durante a cerimônia, demais discursos seguiram o mesmo tom. O ministro Ricardo Lewandowski disse que os juízes não devem "ter o menor pejo, a menor vergonha, de dizer que defendemos, sim, temas corporativos", e foi bastante aplaudido pela plateia, composta em sua maioria de juízes.

O ministro também disse que "não podemos perder o foco, que é a união em torno de nossas lideranças". Segundo ele, isso quer dizer que o país precisa de diálogo entre as instituições. "Para 2017, a magistratura precisa reinventar-se."

A fala do corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, foi no mesmo tom. "Talvez o principal papel da Corregedoria seja blindar os juízes", discursou. "Blindar da mídia, porque juiz não pode ter medo da mídia, e das ações políticas. Precisamos garantir ao cidadão que procura a Justiça um magistrado probo e independente."

Noronha também disse que o país precisa de diálogo e que a magistratura não pode mais ocupar o lugar de "bode expiatório". "Para fevereiro, precisamos debelar esta crise."

A posse de Jayme foi saudada como uma exortação às boas relações da magistratura com as instituições. De acordo os palestrantes, o novo presidente é um homem de diálogo e de perfil político, o que deve ajudar a deixar a AMB longe de brigas públicas pelos próximos três anos.

O agora ex-presidente João Ricardo disse que Jayme, candidato de oposição a ele, foi "muito importante" para o processo democrático da AMB. Foi a menor abstenção da história da instituição, com 11 mil votos. E Jayme ganhou com uma diferença de 300 votos. "Mas isso não lhe tira legitimidade. Agora somos todos AMB."

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2016, 22h30

Comentários de leitores

5 comentários

Jud precisa de uma autoanálise

Thiago Com (Jornalista)

Segundo uma pesquisa recente do Estadão, o Judiciário tem apenas 29% da confiança da população, isso ainda por causa do efeito 'Moro', um dos raros juízes q resolveram enfrentar a corrupção, sem fazer vista grossa. Por isso ainda ha mta coisa a se questionar no Jud, desde os vencimentos extrateto pela maioria dos magistrados, como o excesso de corporativismo q chega se sobrepor aos interesses sociais e econômicos do país. Vide: Adi p tentar excluir apenas o Poder Jud da ja promulgada PEC.
Não eh a toa q vemos mtas decisões oriundas do Jud c viés partidário, ate o Moro demosntra alguns indícios disso... justamente pq o Jud tem usado de decisoes, liminares... como forma de pressionar os parlamentares no CN, p assim atender seus pleitos. Ha queixas de deputados sobre isso ja...
Este mesmo Jud, por outro lado, tem se mt preocupado c a 'imagem', tanto eh q tem usado exaustivamente a imagem do juiz Moro, o 'garoto propaganda' do Jud p atenuar mtas críticas q a sociedade tem sobre o sistema judiciário. Por isso a grande massa aindq releva alguns casos... mas até qd ngm sabe.
Todavia, os últimos confrontos entre Jud x Legis tem demonstrado q as mazelas do primeiro ainda vem à tona, ja q o (Legis), tem demonstrado agora não querer mais tolerar os excessos da magistratura, como tb do MP, em especial, as inúmeras regalias ( mtas injustificáveis - vale ressaltar). O Legis sabe tb q a soberba e as pautas oriundas do corporativismo judicial não tem apoio da grande massa. Ta ai o revés q o JUD pode e deve levar mais na frente.. Enfim, compraram uma briga no pretexto de moralizar o sistema, mas ate agora esqueceram de fazer o dever de casa, sem isso fica mto difícil contar c o apoio da sociedade. Td isso pq falta uma autoanalise a este importante poder!

Parcela expressiva?

_Eduardo_ (Outro)

Parcela expressiva leia-se: não tenho a menor ideia então vou usar uma expressão que traga noção de grande quantidade , mas usarei um vocabulário que aparenta credibilidade e moderação. Quantos são? Quantas horas aulas eles dão por semana ? Quanto ganham por isso ?

Como, não pode ter (exercer!) outra atividade?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Aqui em São José do Rio Preto-SP, parcela expressiva de magistrados lecionam tanto em instituições de ensino superior, quanto em cursinhos preparatórios para concursos públicos. Ininteligível, e fora da realidade, o tal registro.

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