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Tentativa de estupro

PGR pede investigação sobre queixa de abuso sexual contra Feliciano

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para apurar a queixa apresentada pela estudante de jornalismo Patrícia Lélis contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP).

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no início do mês, Patrícia acusou o parlamentar de tentativa de estupro. O caso foi remetido ao Supremo pelo fato de o deputado ter foro privilegiado.

Patrícia é da juventude do PSC, partido de Feliciano. A estudante informou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo Patrícia, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano, segundo a estudante, tentou estuprá-la. Patrícia relatou que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse.

Na Polícia Civil de São Paulo, Patrícia Lélis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão por acusar Talma Bauer, assessor do deputado, de cárcere privado e sequestro. Em um vídeo postado em sua página na internet logo após a denúncia, Marco Feliciano negou as acusações e disse que com o tempo ficará provado que as acusações não passam de “engodo” e “mentira”. As informações são da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2016, 12h10

Comentários de leitores

2 comentários

Jornalismo precisa de reforma

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Fazer jornalismo não é algo fácil, notadamente no Brasil. Muitas empresas do setor estão em dificuldades financeiras, ao passo que a liberdade de expor e noticiar é "relativa" como dizem os juízes (ou seja, não existe). Porém, nós precisamos de uma profunda mudança no jornalismo, que hoje não está mais informando o povo a respeito do que ocorre e é do interesse coletivo. E não estou dizendo isso considerando apenas os noticiários jurídicos, que mesmo estando longe do ideal ainda são melhores do que os noticiários voltado às massas. O povo brasileiro está desinformado. As pessoas mais simples, que acessam informações para pessoas simples, estão na verdade ficando paranoicos, acreditando que a crimes e bandidos em todo local devido a noticiários deturpados, que omitem fatos e narram as ocorrências levando em conta a visão de apenas um dos lados ou favorecendo abertamente interesses corporativos diversos. Nós no Brasil precisamos de uma profunda mudança nesta área, de modo a que a notícia aberta, imparcial e objetiva chegue realmente ao povo.

Mais uma da série

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Mais uma da séria "notícias superficiais da CONJUR". Vejam que até o final do quarto parágrafo se apresenta apenas a versão da vítima (que na verdade pelo que foi divulgado em outros veículos mentiu em várias situações). Abruptamente, sepultando dezenas de páginas de outras ocorrências, já se fala no indiciamento da moça. Não se explica porque ele foi indiciada. Eu sei bem do caso por outros veículos de imprensa, mas infelizmente quem lê a notícia apenas aqui na CONJUR não conseguirá compreender o ocorrido.

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