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Revista Veja afirma que empreiteiro pode delatar ministro do STF

Reportagem da revista Veja deste fim de semana afirma que o ex-presidente da construtora OAS José Aldemário Pinheiro Filho, ao negociar delação premiada na operação “lava jato”, relatou ter indicado uma empresa para fazer consertos na casa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e enviado uma equipe de engenheiros da empreiteira para fazer vistorias na residência. Segundo a revista, Pinheiro disse que foi o próprio Toffoli quem pagou a obra.

A publicação reconhece que não há crime na prática e que o executivo deixou de informar quando ou onde teria conversado com o ministro sobre problemas de infiltração e na estrutura de alvenaria. De acordo com o texto, o relato pode ser sinal do que o investigado está disposto a falar caso a colaboração seja homologada.

O empreiteiro, conhecido como Leo Pinheiro, já foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão, mais multa de R$ 2 milhões.

Em nota publicada pela Veja, Toffoli escreveu que “conhece o Sr. José Aldemário Pinheiro Filho, mas não tem relação de intimidade com ele, não tendo pedido ou recebido nenhum tipo de ajuda da referida pessoa”. Também afirmou ter bancado todos os custos da reforma em sua casa. Operadores do Direito ouvidos pela revista Consultor Jurídico classificaram o assunto como especulação.

Revista Consultor Jurídico, 20 de agosto de 2016, 17h00

Comentários de leitores

3 comentários

O negócio é delatar e queimar vivo

Macaco & Papagaio (Outros)

Reportagem mixuruca virou mania nacional.
A delação premiada virou negócio, de uma vez por todas.
Apurem bem, deem direito à defesa e aguardem o Judiciário julgar antes de virar manchete.
Que país é esse???

correção

Luciano Godoi (Advogado da União)

"contra o"

Sensacionalismo

Luciano Godoi (Advogado da União)

A capa da reportagem foi sensacionalista ao extremo, porquanto a matéria é vaga e nada traz de concreto contrato o Ministro.
Pode-se gostar ou não de referido magistrado, bem como concordar ou não com suas decisões em prol de quem quer que seja, mas sensacionalismo barato não condiz com o que se espera de um bom jornalismo.

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