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"Lava jato"

PF prende empresário acusado de esquema de corrupção, e MPF denuncia 11

Em nova fase da operação “lava jato”, a Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (10/8), no Rio de Janeiro, mandado de prisão cautelar do empresário Samir Assad. Ele é acusado de 223 crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, além de organização criminosa. Os agentes ainda cumprem um mandado de busca e apreensão em São Paulo.

Samir é irmão de Adir Assad, que já estava preso e também foi denunciado. Os dois são acusados de chefiar o núcleo financeiro operacional responsável pelas empresas de fachada responsáveis pelo repasse das verbas indevidas para a Andrade Gutierrez.

Esta etapa da investigação, chamada operação irmandade, é um desdobramento da operação pripyat, em que foi investigado desvio milionário nas obras de Angra 3 da Eletronuclear. Por causa dessas fraudes, o ex-presidente da estatal Othon Luiz Pinheiro da Silva foi condenado a 43 anos de prisão. Além dele, outras 12 pessoas foram sentenciadas, incluindo a filha dele e executivos da Andrade Gutierrez.

Novas denúncias
Também nesta quarta, o Ministério Público Federal denunciou 11 pessoas à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que cuida da “lava jato” no estado, por crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Eles são acusados de usar empresas de fachada para emitir notas fiscais frias a grandes construtoras, como a Andrade Gutierrez, durante as obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014, da Ferrovia Norte-Sul e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Entre os denunciados está Samir Assad. Outros acusados foram Marcelo Abbud, que já havia sido preso junto com Adir Assad, e Mauro Abbud. De acordo com o MPF, as empresas Legend Engenheiros Associados, SP Terraplenagem, JSM Engenharia e Terraplenagem e Alpha Taxi Aéreo Ltda usaram recibos falsos para abastecer o caixa dois da Andrade Gutierrez em mais de R$ 176 milhões.

Também foram denunciados Sandra Branco Malagó, Sonia Malagó e Raul Tadeu Figueroa, acusados de ajudar na lavagem de dinheiro, assinando contratos e recibos falsos pelas empresas de fachada. Os ex-executivos da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá, Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, Flávio David Barra e Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho também foram denunciados.

Na peça oferecida à Justiça, o MPF esclarece que a Andrade Gutierrez está colaborando com as investigações e já apresentou provas da materialidade dos crimes. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 10 de agosto de 2016, 18h52

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