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Momento difícil

Augusto de Arruda Botelho passa presidência do IDDD a Fábio Tofic Simantob

Após três anos no comando do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, o advogado Augusto de Arruda Botelho passou o cargo para o criminalista Fábio Tofic Simantob, que era vice-presidente. Em texto postado em sua página no Facebook, Arruda Botelho também informou que deixa a diretoria, a qual integrou por 16 anos, e vai para o conselho da entidade.

Segundo ele, “o momento é ruim para o direito de defesa”, mas os seus apoiadores não podem abaixar a cabeça e devem continuar lutando por um sistema mais justo.

Além da mudança no comando do IDDD, também foi alterada a composição do conselho da entidade. Confira os novos integrantes:

Conselho Deliberativo Diretoria
Dora Cavalcanti (Presidente)Fábio Tofic Simantob (Presidente)
Flávia Rahal (Vice-Presidente)Hugo Leonardo (Vice-Presidente)
Antônio Cláudio Mariz de OliveiraIsadora Fingermann (Diretora Executiva)
Augusto de Arruda BotelhoDaniella Meggiolaro Paes de Azevedo
Eduardo Augusto Muylaert AntunesFrancisco de Paula Bernardes Junior
José Carlos DiasGuilherme Madi Rezende
Leônidas Ribeiro ScholzGuilherme Ziliani Carnelos
Luís Guilherme Martins VieiraJosé Carlos Abissamra Filho
Luiz Fernando Sá e Souza PachecoLudmila Vasconcelos Leite Groch
Marcelo LeonardoRenato Marques Martins
Maria Thereza Aina SadekRodrigo Nascimento Dall’Acqua
Marina DiasThiago Gomes Anastácio
Nilo Batista 

Leia a íntegra do texto publicado pelo ex-presidente do IDDD:

Depois de 16 anos, deixo hoje a diretoria do Instituto de Defesa do Direito de Defesa. Aprendi demais, sofri também e espero agora ajudar o IDDD no seu Conselho. Tivemos vitórias importantes e conseguimos deixar o sistema de justiça criminal um pouco mais humano e mais justo, para todos. O momento é ruim para o direito de defesa, confesso, mas justamente em épocas como a atual não podemos nos calar, não podemos deixar acreditar e, acima de tudo, lutar.

Agradeço imensamente a toda nossa equipe, nossa incansável diretoria, aos conselheiros e aos mais de 360 advogados associados que, de alguma forma, fortalecem nos quatro cantos do país a defesa do direito de defesa. Obrigado a todos e muito sucesso para nosso novo Presidente, meu querido amigo Fabio Tofic (que vive no século XIX e não tem Facebook)”.

*Notícia alterada às 19h11 do dia 8 de agosto de 2016 para inclusão de informações.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2016, 18h31

Comentários de leitores

1 comentário

Rebeldes primitivos

O IDEÓLOGO (Outros)

Com a Constituição de 1988 foram enaltecidos os direitos em detrimento das obrigações.
Os "rebeldes primitivos", expressão emprestada do historiador marxista Erick Hobsbawm e adaptada ao contexto brasileiro, sufragados por intelectuais que abraçaram o pensamento do italiano "Luigi Ferrajoli, expresso na obra "Direito e Razão", passaram a atuar em "terrae brasilis" em agressão à ordem estabelecida, ofendendo os membros da comunidade.
Aqueles despossuídos de prata, ouro, títulos e educação especial, agredidos pelos rebeldes, passaram a preconizar a aplicação draconiana das normas penais, com sustentação no pensamento do germânico Gunther Jabobs, resumido no livro "Direito Penal do Inimigo". Acrescente-se, ainda, a aplicação das Teorias Econômicas Neoliberais no Brasil, sem qualquer meditação crítica, formando uma massa instável e violenta de perdedores, fato previsto pelo economista norte-americano, Edward Luttwak no livro denominado "Turbocapitalismo".
Diante desse "inferno social" o Estado punitivo se enfraqueceu. A situação atingiu nível tão elevado de instabilidade, que obrigou o STF em sua missão de interpretação da Constituição e de pacificação social, lançar às masmorras, de forma mais expedita, os criminosos. Diante do atrito entre o pensamento do intelectual, preocupado com questões abstratas, e a dura realidade enfrentada pelo povo, principal vítima dos rebeldes, a Democracia soçobra.
Urge a criação do Instituto Brasileiro do Direito de Defesa dos Interesses das Vítimas.

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