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Fraude na Petrobras

Empreiteira Queiroz Galvão é alvo da nova fase da operação "lava jato"

A empreiteira Queiroz Galvão é alvo da nova fase da operação "lava jato", deflagrada na manhã desta terça-feira (2/8). Segundo o Ministério Público Federal, o objetivo desta etapa é obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a contratos firmados pela empreiteira com a Petrobras. 

Conforme informações do portal G1, o ex-presidente da construtora Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente. Ambos já haviam sido presos na "lava jato", mas foram soltos em novembro de 2014 pelo juiz Sergio Moro.

Estão sendo cumpridos 23 mandados de busca, dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e seis de condução coercitiva. Os alvos são dirigentes e funcionários da Queiroz Galvão e do consórcio Quip, do qual a empreiteira mencionada era acionista líder.

De acordo com o MPF, as investigações indicam que a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras. Esse cartel, segundo o MPF, maximizou os lucros das empresas privadas e gerou prejuízos bilionários para a estatal. 

Além disso, os investigadores afirmam que há evidências de que houve corrupção, com o pagamento de propina a funcionários da Petrobras, das diretorias de Serviços e de Abastecimento. Também há indícios de que as propinas foram transferidos em operações feitas por meio de contas secretas no exterior.

Para o MPF, é investigado também a obstrução à investigação pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, em 2009. Os investigadores afirmam que a Queiroz Galvão teria pago R$ 10 milhões em propina para evitar que as apurações da CPI tivessem sucesso.

Operações anuladas
O Grupo Queiroz Galvão foi identificado durante a "lava jato" como o terceiro com maior volume de contratos celebrados com a Petrobras, alcançando um total superior a R$ 20 bilhões. Esta não é a primeira vez que o grupo tem seu nome envolvido com corrupção.

A empreiteira já foi investigada nas operações monte carlo, castelo de areia e navalha, tendo sido as duas últimas anuladas nos tribunais superiores que considerou ilegal as provas que resultaram nas acusações. Apesar de as operações terem sido anuladas devido a interceptações telefônicas ilegais, os investigadores consideram que a corrupção investigada na Petrobras é um reflexo dessas apurações.

Processo 5030591-95.2016.404.7000/PR

Revista Consultor Jurídico, 2 de agosto de 2016, 9h45

Comentários de leitores

1 comentário

O STJ bem que tentou...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Até que a cultura da impunidade no Brasil conseguiu fazer com que o STJ barrasse a operação Castelo de Areia, mas dessa a Queiroz Galvão não escapa.

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