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Novo livro

Em prefácio, Moro aponta "bom dolo" de vítima que investigou Abdelmassih

O juiz federal Sergio Fernando Moro, responsável pelos processos da operação “lava jato”, é convidado para o lançamento do livro Bem Vindo ao Inferno (Editora Matrix), na próxima quinta-feira (14/5), em São Paulo. Na obra, os jornalistas Claudio Tognolli e Malu Magalhães contam a história da estilista Vana Lopes, uma das vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih.

Depois de ser sido estuprada durante uma consulta, ter enfrentado problemas de saúde e ter se separado do marido, ela decidiu investigar por conta própria a localização de Abdelmassih, que foi condenado a 278 anos de prisão e estava foragido. A estilista estudou Direito e até criou perfil falso em uma rede de relacionamentos para conseguir informações, depois repassadas às autoridades.

Moro assina o prefácio do livro, juntamente com sua mulher, Rosângela Wolff Moro. Eles afirmam que, “ao se passar por outra pessoa, sempre mirando consequências cidadãs, Vana adotou o que se chama de dolus bonus: aquele bom dolo a objetivar (e buscar) o bem social supremo”.

“Fazer justiça com as próprias mãos é a clássica metáfora de irresignação à lei. Vana é a mãe espiritual de uma nova prática. Trata-se, agora, de fazer justiça com o próprio mouse, em que a cidadania conectada é a maior arma da justiça vigente (...) Talvez não exista na crônica recente deste país circunstância semelhante ou correlata”, escreve o casal.

A presença do juiz no lançamento é uma rara aparição pública desde o início da “lava jato”. O movimento Vem Pra Rua, que tem liderado manifestações no país contra o governo federal, planeja recepcioná-lo com flores brancas e manifestantes vestidos de verde e amarelo, conforme convite que circula pelas redes sociais.

Serviço:
Lançamento do livro Bem Vindo ao Inferno
Data: 14/5
Horário: 18h30
Local: Livraria Cultura – Conjunto Nacional
Endereço: Avenida Paulista, 2.073, São Paulo-SP

Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2015, 19h01

Comentários de leitores

2 comentários

Arauto

MPJ (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

Melhor isso que a reportagem mostra do que o propalado vácuo da impunidade "legal", produzida pelos nossos picaretas, disfarçada de ordem constitucional.

Fim do Estado de Direito

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Justiça privada + juiz justiceiro: a fórmula perfeita!

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