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Regime especial

Nancy Andrighi determina intervenção no trabalho do Judiciário baiano

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A corregedora Nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou, nesta segunda-feira (4/5), medidas de intervenção nos trabalhos do Judiciário da Bahia. Por meio da Portaria 5, a ministra ordena o deslocamento de funcionários da segunda instância  para atuar na primeira. De acordo com a norma, cinco servidores de cada gabinete de desembargador e 20% dos funcionários da secretaria do tribunal, vice-presidência e corregedoria geral  serão transferidos temporariamente.

Nancy Andrighi (foto) argumenta que as determinações visam assegurar a razoável duração dos processos e meios que garantam a celeridade das tramitações como prevê a Constituição Federal, Resoluções e Metas do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo o Relatório do Justiça em Números 2014, o TJ-BA registrou o pior índice de produtividade dos magistrados e o maior índice de congestionamento de processo dentre os tribunais de médio porte, em 2013.

O chamado Regime Especial de Trabalho começará no dia 1º de junho e deverá permanecer até 15 de dezembro.

A portaria ressalta que a medida levou em consideração o fato de a segunda instância estar com o serviço atualizado, podendo "colaborar com o esforço de priorização do 1º grau, ora buscado".

Como precaução, a ministra Nancy determinou ainda que os servidores deslocados que tirarem férias deverão ser substituídos por outros no prazo máximo de 48 horas.

O plano de distribuição dos funcionários deverá ser elaborado após cinco dias da publicação da portaria, priorizando as varas de Família, Acidente de Trabalho, Criminal, Civil e de Consumo.

“Compete á Corregedoria Geral de Justiça, de modo a agilizar o cumprimento dos mandados, estruturar e operacionalizar a Central de Mandados da Capital, mediante relotação dos oficiais de Justiça da Capital”, diz a determinação.

Além da transferência temporária dos servidores, a corregedora ordenou a organização de mutirão de trabalho junto com estudantes voluntários com o objetivo de dar baixa e realizar o arquivamento e processos finalizados.

Todas a medidas e mudanças, segundo o documento, deverão ser acompanhadas pelo desembargador coordenador  da região Nordeste da Corregedoria Nacional de Justiça.

Leia aqui na íntegra a Portaria 5 do CNJ.

Notícia atualizada às 18h30 do dia 5/5/2015 para acréscimo de informação.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2015, 14h57

Comentários de leitores

3 comentários

Vergonha completa.

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Que desmoralização! Pior que isto somente se for nomeado um interventor para administrar o Tribunal, fato que, pelo andar da carruagem, parece que se avizinha.

Precisa-se de Administrador Público

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Uma intervenção em tribunal traduz a ineficiência e má gestão do mesmo.
É preciso haver segregação da atividade administrativa e a jurisdicional. Com a direção dos fóruns com administradores públicos e as secretarias das varas e das turmas/camaras subordinadas a estes, certamente se tornariam pelo menos mais eficientes.
As metas, certamente, seriam acompanhadas e cobradas com mais objetividade.

Curioso

Tiago Fraga (Assessor Técnico)

Produtividade e Bahia. Prevejo piadas infames.

Comentários encerrados em 13/05/2015.
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