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Corrupção em Angra 3

PF prende presidente licenciado da Eletronuclear em nova fase da "lava jato"

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (28/7) o presidente licenciado da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, segundo a assessoria de imprensa da estatal, que é subsidiária da Eletrobras.

Cerca de 180 policiais federais cumprem 30 mandados judiciais — 23 de busca e apreensão, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. As ações ocorrem em Brasília, no Rio de Janeiro, em Niterói (RJ), São Paulo e Barueri (SP). A ação é parte da 16ª fase da operação “lava jato”, denominada “radioatividade”.

O foco das investigações são contratos firmados por empresas investigadas na “lava jato” com a Eletronuclear. As companhias sob suspeita são Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, UTC, Techint, Odebrecht, Empresa Brasileira de Engenharia e Engevix. A PF apura a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de da usina nuclear Angra 3, além do pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa afirmou em coletiva de imprensa que Pinheiro da Silva teria recebido R$ 4,5 milhões em propinas das empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix entre 2009 e 2014. De acordo com o procurador, uma empresa que pertencia ao executivo, a Aratec, intermediava os pagamentos. Costa ainda informou que as verbas teriam sido repassadas até dezembro de 2014, quando dirigentes de companhias envolvidas na “lava jato” foram presos.

Pinheiro da Silva se licenciou do comando da Eletronuclear em abril após denúncias de que teria recebido propina nas obras de construção de Angra 3, mesmo negando as acusações. O ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini, em sua delação premiada, foi um dos que apontaram a prática ilícita.

O executivo da Andrade Gutierrez Flávio David Barra também foi detido nesta manhã. Ele representa a empresa no consórcio de Angra 3. Os mandados de busca e apreensão têm como alvo a Eletronuclear e a Aratec, além de Pinheiro da Silva, Barra, e dirigentes da Odebrecht, Techint, Queiroz Galvão, entre outros.

Segundo a PF, Pinheiro da Silva e Barra deverão ser levados a Curitiba ainda nesta terça, onde estão os outros presos da “lava jato”.

A Eletronuclear ainda não se manifestou sobre a prisão de seu presidente licenciado. Já a Andrade Gutierrez afirmou que "sempre esteve à disposição da Justiça". A empreiteira também disse que seus advogados estão analisando os termos desta ação da PF para se pronunciar. Com informações da Agência Brasil.

*Texto alterado às 12h39 do dia 28/7 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2015, 11h41

Comentários de leitores

6 comentários

Indignação

Paulo Rogerio Gaeta (Administrador)

Que papelão Almirante Othon !
Vergonha para a família Pinheiro de Sumidouro/RJ, descendentes de Barões e Viscondes.
Meu falecido avô, que era seu tio-avô (General Langleberto Pinheiro Soares) sempre teve você como referência ímpar de inteligência e capacidade.
Esperamos de verdade que tudo isso tenha sido um lamentável equívoco.

Só celerados

Observador.. (Economista)

Acreditam em vestais. Que estes existem em qualquer agrupamento humano.
Nota-se que o Almirante, que como o posto demonstra pertence à Marinha, não ao Exército (como outro comentarista misturou os canais) sofreu uma acusação - ainda não provada - e, em nenhum momento, as Forças Armadas tentaram fazer qualquer movimento para impedir ou constranger autoridades responsáveis pelo andamento dos trâmites legais; coisa que Partidos mais fortes e mesmo representações de classe, quando um dos seus se envolve em algo, logo soltam notas ou tentam exercer pressão política para constranger o prosseguimento de investigações que apontam mácula na conduta de seus protegidos.

Ao Mirante! À consciência!

Willson (Bacharel)

Não entendi. Não havia só vestais no Exército? O almirante preso é um dos últimos representantes de uma época que não deixa saudades. Essa notícia é um lembrete e uma séria advertência aos que pregam a volta da ditadura militar.

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