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AP 470

Lewandowski autoriza progressão de regime de dois condenados no mensalão

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, autorizou a progressão de regime de dois dos condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Simone Vasconcelos, ex-diretora da agência de publicidade de Marcos Valério, e Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural, foram autorizados a ir do regime fechado para o regime semiaberto.

Simone foi condenada pelo Supremo a 12 anos, 7 meses e 20 dias de prisão no regime inicial fechado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Dizia a denúncia que ela, como diretora da SMP&B, fazia pagamentos e organizava a documentação relacionada ao chamado esquema do mensalão. Ao STF, ela comprovou o cumprimento de um sexto da pena, contando os dias remidos com trabalho interno. A multa de R$ 676 mil também foi paga.

José Roberto Salgado foi condenado a 14 anos e 5 meses de prisão no regime inicial fechado por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha. Ele informou ao STF que, contando os dias remidos com estudo e com trabalho interno, já cumpriu um sexto da pena e pode ir para o regime semiaberto.

Salgado foi condenado também ao pagamento de R$ 1,5 milhão de multa. Ele já pagou uma entrada de R$ 300 mil à vista e combinou de pagar o resto em 12 parcelas de R$ 100 mil. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

Revista Consultor Jurídico, 27 de julho de 2015, 20h31

Comentários de leitores

2 comentários

Que coisa curiosa

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Quando as notícias de condenações vultosas, como essas por exemplo, chegam aos ouvidos dos alienígenas menos avisados pelo resto do mundo (afinal 12 anos; 14 anos e alguns trocados é pena de peso) eles imaginam alguém, de uniforme laranja, amarelo ou de qualquer cor, amargando uma cela, com todas as agruras que dela decorrem, por esse período. LEDO ENGANO ! Alguns minutos a mais de conversa e após a observação (sempre pertinente e necessária porque está sim é a verdadeira) de que "tais" condenações são, na verdade,"relativas", i.é., não significam, de forma alguma, que serão cumpridas na integralidade (muito longe disso) a pergunta que surge em seguida é sempre a mesma: "como assim ?"; "descontar quanto da pena ?". Bom, dai em diante é melhor deixar para lá e mudar de assunto porque será muito difícil explicar e mais difícil ainda deles entenderem.

Precisamos de leis anticorrupção mais severas

Ricardo Brito (Professor)

Vamos assinar a adesão ao projeto de lei anticorrupção proposto pelo MPF, tornando ele um projeto de lei de iniciativa popular, divulguem este link (procedimento para manifestação de apoio) para que outros cidadãos tomem conhecimento: http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas

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