Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Visita à corte

TJ-RJ homenageia Luiz Octavio Gallotti, ex-presidente do STF

Por 

O presidente do TJ-RJ Luiz Fernando Ribeiro e o ministro Octavio Gallotti. 

A sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro desta segunda-feira (6/7) começou com uma homenagem ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Luiz Octavio Gallotti. O presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, contou que a ideia surgiu quando o ministro aposentado avisou que visitaria a corte. No evento, que contou com a presença do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o ministro recebeu uma placa em referência a trajetória que viveu no Judiciário.

 é correspondente da ConJur no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 6 de julho de 2015, 21h34

Comentários de leitores

1 comentário

A república que se educa na servidão

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

Quem vê a foto do min. Octávio Gallotti no TJ/RJ, mostrada na reportagem, já idoso e portando aparelho auricular, pode ser tomado pela simpatia a essas figuras cujo aspecto honorável não deixa de guardar certo encanto. Mais difícil é perceber a marca da "permanência" que é buscada por aqueles que serviram longamente ao poder, em épocas de grande dificuldade institucional para o país. É muito ruim para uma República cultivar um espírito de establishment e ver méritos pessoais onde só há um privilégio de pessoas, cujo valor maior foi exatamente sua inserção no estamento, ou seja, no círculo que Raymundo Faoro chamou "os donos do poder". Octávio Galloti, filho de outro ex-ministro do STF e pai de uma ministra do STJ, só foi nomeado para o Supremo porque era primo de Walter Pires, o plenipotenciário ministro da Guerra de então (no governo Figueiredo), o homem que falsificou a investigação do atentado do Riocentro. Impressiona quando o currículo de uma pessoa se afirma dentro de uma estirpe, E SÓ POR ISSO, pois - queiramos ou não - estamos em uma República, em que a cidadania deveria querer dizer igualdade e mérito. Nunca é tarde para ler o "Discurso da Servidão Voluntária" do jovem amigo de Montaigne, Étienne de La Boètie. Se alguém apresenta como folha de serviços só e exclusivamente os próprios serviços prestados no poder em que esteve investido, então não realizou obra nenhuma, apenas "serviu". Essa ideia um tanto ingênua de servir (mas em todo caso bastante oportuna e proveitosa), confundindo isso com realização, por certo não participa de nenhum modo da construção deste país, que teve e tem grandes homens e mulheres dignos de serem homenageados pelo que fizeram e estão fazendo ainda hoje.

Comentários encerrados em 14/07/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.