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Indicativo de greve

Servidores do MPU fazem paralisação para pedir reajuste salarial

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Os servidores vinculados ao Ministério Público da União — que engloba os MPs Federal, do Trabalho, Militar e do Distrito Federal — fazem uma paralisação nesta sexta-feira (30/1) em todos os estados, na busca por reajuste salarial. O movimento pretende pressionar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o Congresso Nacional pela aprovação de um aumento de 13,23% para a categoria.

Em Brasília, a paralisação dura o dia inteiro. Já em São Paulo, onde o movimento reuniu cerca de mil servidores, segundo a organização, a interrupção das atividades é apenas entre as 14h e as 16h, para entrega de reivindicações aos chefes do MP. Assembleias locais decidiram a duração da paralisação em cada estado.

De acordo com o Sinasempu (Sindicato dos Servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público), os servidores do MPU — cerca de 15 mil, segundo o sindicato — não recebem reajuste salarial há nove anos. Segundo o diretor Hernandes Isidro, o ato nacional vai contra o “arrocho salarial e a insistência do legislativo em não contemplar, na Lei Orçamentária para 2015, a inflação do último ano [2014]”.

Como noticiado pela ConJur em setembro de 2014, a Procuradoria Geral da República ajuizou um Mandado de Segurança questionando tanto a falta de verbas no orçamento federal para a MPU, quanto uma possível ingerência do legislativo na autonomia do órgão nacional.

Para Isidro, Rodrigo Janot, “tem obrigação” de se posicionar quanto às reivindicações sindicais. No entanto, ele acredita que o envolvimento na operação “lava jato” não permitiu uma reunião oficial com o procurador-geral. O pedido de audiência com a categoria já foi aceito.

Ainda de acordo com o representante sindical, se os pedidos não forem atendidos, o sindicato promete "montar acampamento na procuradoria geral" para que os representantes sindicais sejam recebidos.

Clique aqui para ler a carta de reivindicações.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 30 de janeiro de 2015, 16h34

Comentários de leitores

2 comentários

situação pior! muito pior mesmo!

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Advogado previdenciário além de não receber salário, ainda tem uma elevada despesa mensal. E depois de 5, 6... 10 anos de trabalho, quando recebe os merecidos honorários, é chamado de ladrão, explorador, golpista etc.

Então...

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O correto seria que pressionassem para diminuir os seus e os salários de todos os Poderes da República, para que o Governo pudesse garantir o cumprimento da Constituição Federal em relação aos inocentes e humildes trabalhadores explorados pelos advogados previdenciários.

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