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"Será que ele é?"

Fiel do Islã entra com ação contra marchinha de carnaval antiga

Marcinha clássica do carnaval, a "Cabeleira do Zezé" é alvo de um processo na Justiça fluminense, por citar o profeta Maomé. Segundo reportagem do Jornal Extra, o produtor e apresentador de TV Marcelo Abbas Musauer entrou com uma ação na Justiça, em 2008 contra a Irmãos Vitale, titular dos direitos autorais da marchinha, e contra João Roberto Kelly, compositor da música, alegando que ela denigre a imagem do profeta.

Musauer se apresenta como fiel islâmico e levou a letra, composta há 45 anos, muito à sério. "Será que ele é bossa nova? Será que ele é Maomé? Parece que é transviado. Mas isso não sei se ele é", diz a canção.

"A música enxovalha o nome de Maomé, que criou uma das maiores religiões do mundo, o islamismo. A música mistura o profeta com uma festa profana. Imagina se fosse com Jesus Cristo e as pessoas gritassem ‘bicha, bicha’?”, defende o apresentador.

O juiz Maurício Chaves de Souza Lima indeferiu o pedido por entender que a marchinha não faz menção à religião islâmica nem faz relação de Maomé a qualquer coisa negativa, e ainda considerou que Musauer é parte ilegítima, já que  a ofensa não seria direta a ele e sim ao profeta e à religião islâmica.

"A letra apenas relaciona Maomé a uma pessoa cabeluda, aliás, como assim é retratado em gravuras, e isto, ainda por cima, para permitir a rima. (...) De outra parte, quando a letra da canção alude a transviado, palavra que não tem o significado de homossexual, antes de pessoa corrupta em seus costumes, está claramente a referir-se a Zezé", escreveu o juiz na sentença.

Descontente, o produtor entrou com recurso, que foi negado. De acordo com a publicação, ele não vai desistir: “Vou até ao Supremo, se for preciso. E agora terei o apoio de associações muçulmanas. Ainda mandarei carta para autoridades palestinas”.

Marcelo tem em seu nome um dos sobrenomes da família do profeta Maomé — Abbas — e pretende substituir  “Marcelo” por “Sultão”, título dado somente a príncipes e soberanos maometanos.

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2015, 20h51

Comentários de leitores

28 comentários

Um engodo

Hamilton Magalhães (Advogado Associado a Escritório - Trabalhista)

Os senhores estão caindo em um erro cômico. Basta digitar o nome do autor no google e verão que se trata de um oportunista buscando promoção pessoal.

Indefira-se por inépcia do, é... da inicial.

Radar (Bacharel)

Quando o autor diz "será que ele é Maomé", o fez apenas para facilitar a rima vindoura. Aliás, embora escrita em maiúscula, a palavra maomé, no contexto, refere-se não apenas ao fato de a pessoa ser cabeluda. Ora, ninguém sabe se o tal profeta era cabeludo, e isso por culpa de vocês mesmos, que não permitiram que ele fosse retratado. Ademais, o termo também homenageia a ambiguidade da palavra maomé, que pode ser entendida como "mais ou menos", meio lá meio cá, e por aí vai, ou pode estar brincando de imitar alguém com dificuldades na fala. Já o termo "bicha" não faz parte da letra original, foi adicionado a posteriori, por pessoas estranhas à lide, e com mais senso de humor. E também, o signatário da petição deveria atentar para o fato de que maomé é um termo inequívoco e inviolável apenas para sua cultura. Não nos queira impô-la, por favor. Nem mesmo as centenas de milhares de Zezés cabeludos do Brasil reclamaram. Portanto, só aceitamos reclamação das pessoas físicas registradas como maomé, ou da alegada divindade, em pessoa. Quanto ao resto, fique tranquilo. Não há o menor risco de alguém "cortar o cabelo dele". PRIC !!!

Bia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Observador.. (Economista)

Parabéns pelo seu comentário. O ocidente, com a honrosa exceção da Noruega, passou a desconhecer o que vem a ser reciprocidade.
Alguns teimam em cobrar dos outros aquilo que não oferecem e todo mundo acha normal.

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