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Ação desastrada

PMs suspeitos de morte de jovem em perseguição no RJ têm prisão decretada

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta quarta-feira (14/1), a prisão dos policiais militares Marcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira Ferreira, pela morte da jovem Haíssa Vargas Motta, em agosto de 2014. As informações são do portal G1.

A decisão foi tomada pelo juiz Glauber Bitencourt Soares da Costa, titular da 1ª Vara Criminal de Nilópolis, após aceitar a denúncia oferecida pelo Ministério Público.

Haíssa foi morta durante uma abordagem policial em Nilópolis, na Baixada Fluminense, quando voltava de uma festa com amigos. O envolvimento dos policiais na morte da jovem se tornou público após a revista Veja publicar, no último sábado (10/1), um vídeo com a ação. As imagens foram feitas por uma câmara instalada na viatura dos policiais.

Alves e Ferreira são acusados pelo crime de homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e recurso que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima. De acordo com a decisão, a prisão se justifica ante a necessidade de se preservar a segurança das testemunhas.

Imagens
Segundo as imagens, os policiais mandaram um carro com um rapaz e três amigas parar. Como não pararam, o policial Márcio José Watterlor posicionou o fuzil para fora da viatura e disparou a arma cerca de 10 vezes na direção do veículo. Haíssa foi atingida nas costas.

Quando o veículo para, os policiais descem e uma das jovens implora: “Ajuda ela aqui. Pelo amor de Deus”. As amigas, que não foram feridas, entram na viatura e seguem o carro onde está a jovem ferida até o hospital, onde a jovem morreu.

No trajeto, os policiais conversam com as amigas e um deles questiona o motivo de o grupo não ter parado. Em outro momento do vídeo, reconhece: “Não, não justifica, tá. Não justifica ter dado o tiro, tá bom?”, alega o PM. Ao ligar o rádio para comunicar o que ocorreu, um dos policiais diz: “Não sei nem o que eu falo aí”.

Revista Consultor Jurídico, 14 de janeiro de 2015, 20h05

Comentários de leitores

2 comentários

312/313, cpp

Bruno Vivas (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

Qual o fundamento da prisão? TV? Garantir a "ordem midiática"?

Brasil, meu Brasil brasileiro...

J.Henrique (Funcionário público)

Somente após a apresentação do vídeo pela imprensa é que o caso deslanchou?

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