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Notas Curtas

Por Leonardo Léllis

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Sociedade digna

Juiz proíbe show de funkeiro de 12 anos

Para garantir a “ordem pública e ainda o pouco que resta de digno em nossa sociedade”, um juiz do interior paulista proibiu show do MC Pedrinho Dom-Dom-Dom, cantor de 12 anos que iria se apresentar em uma casa de eventos no centro de Araçatuba, na última sexta-feira (9/1). A liminar foi concedida pelo juiz Emerson Sumariva Júnior, a pedido do Ministério Público estadual. 

Segundo o promotor Joel Furlan, autor do processo, “as letras que fazem parte do repertório musical do adolescente são dotadas de nítida conotação sexual, alto teor de erotismo, pornografia, baixo calão e todo tipo de vulgaridade, incompatíveis com a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”. Ele afirmou ainda que a festa estava marcada para começar depois das 23h, “horário totalmente impertinente para crianças e adolescentes”.

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Revista Consultor Jurídico, 12 de janeiro de 2015, 21h19

Comentários de leitores

3 comentários

Só eles podem ganhar dinheiro

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

E com isso o garoto vai abandonar na vida privada as músicas "dotadas de nítida conotação sexual, alto teor de erotismo, pornografia, baixo calão e todo tipo de vulgaridade, incompatíveis com a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”?

Cultural

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Alguém conhece "letra" de Funk (letra, no caso , é mero eufemismo para dejeto) que não tenha pornografia, palavrões, erotismo, vulgaridade e fale de sexo? O problema não está propriamente no garoto Funkeiro, mas sim na mediocridade brasileira. Como diz a melodia de Milton Nascimento (essa sim com todas as honras da casa) "Todo artista tem que ir aonde o povo está"

Trabalho artístico intantil

Etevaldo M. Nascimento (Serventuário)

A exploração do trabalho infantil tem suscitado debates na sociedade brasileira, a qual repugna especialmente aquelas atividades realizadas em lixões, no cultivo de algodão e cana de açúcar, nas pedreiras, olarias e carvoarias, na indústria de calçados, no trabalho doméstico, nas fábricas de confecções e nas atividades ilícitas (exploração sexual e tráfico de drogas). Inúmeras campanhas publicitárias nacionais e internacionais são apresentadas com a finalidade de erradicar o trabalho infantil. No entanto, outras formas de exploração do trabalho infantil se realizam abertamente, sob os holofotes, como ocorre no caso do trabalho infantil no meio artístico. Indaga-se, então: se há proibição do trabalho infantil, por quais razões ele é permitido no meio artístico?

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