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Policial reclama de vazamento distorcido de seu depoimento na "lava jato"

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O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, um dos alvos da operação “lava jato”, pediu que a Justiça Federal apure o “vazamento seletivo e distorcido” de depoimentos que prestou à Polícia Federal, citando agentes públicos. O jornal Folha de S.Paulo publicou, nesta semana, trechos da fala em que ele diz ter entregado dinheiro ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais.

Jayme, conhecido como Careca, prestou três depoimentos sigilosos à PF em Curitiba. Em petição encaminhada ao juiz federal Sergio Fernando Moro, a advogada dele, Tatiana Maia, diz que “foi surpreendida” ao ver parte do conteúdo divulgada pela imprensa, quando somente a instituição e a defesa deveriam ter conhecimento das falas. Também afirma que foram noticiadas informações "inverídicas" e que o vazamento expõe o cliente e sua família à "execração pública".

Para a advogada, os responsáveis pela divulgação devem responder pelo crime de quebra de sigilo. Sem responsabilizar diretamente a PF, ela disse à revista Consultor Jurídico não ter conhecimento se os depoimentos chegaram ao Ministério Público Federal ou à 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada por Moro. Maia afirmou ainda que o cliente não firmou acordo de delação premiada, mas decidiu contar o que sabe, “dentro do conhecimento dele, que é limitado”.

Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou não ter tido acesso aos depoimentos dele “até o momento”. As assessorias de imprensa da Justiça Federal no Paraná e da Procuradoria da República no Paraná não souberam informar se o documento chegou às mãos do juiz e de procuradores que atuam nos processos ligados à "lava jato" em primeira instância.

Ponte aérea
Jayme Oliveira Filho atuava como agente no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo a PF, ele colaborava com um esquema de lavagem de dinheiro que seria comandado pelo doleiro Alberto Youssef, transportando dinheiro em espécie e facilitando que integrantes do grupo se movimentassem pelo aeroporto. Ele chegou a ser preso em novembro, mas está em liberdade.

Antonio Anastasia e Eduardo Cunha negam ter recebido dinheiro do policial. Em nota divulgada nesta quinta-feira (8/1), Anastasia declarou estar “tomado de forte indignação” pela citação de seu nome. Cunha afirmou à Folha de S.Paulo não ter “nada a temer” e responsabilizou o vazamento a adversários políticos — o peemedebista disputa a presidência da Câmara dos Deputados.

Clique aqui para ler o pedido.

Processo 5073475-13.2014.404.7000

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 8 de janeiro de 2015, 17h40

Comentários de leitores

2 comentários

Que venha a verdade!

Guilherme (Advogado Autônomo - Tributária)

Pelo que raciocino, a encrenca toda é que, de fato, há muita gente grande envolvida. A delação, para ser válida, tem que ser estribada em provas ou indícios muito fortes da existência delas. Os delatores não poderiam simplesmente "contar uma historinha" para que o benefício da "delação premiada" lhes fosse concedido. Agora, a gente sabe como é difícil o caso chegar àquelas pessoas poderosas. Isso é notório, não estou dizendo nenhuma novidade. Lembram-se do caso do rei nu. Aqueles que mediam as consequências jamais disseram a verdade. Foi preciso alguém "inocente" ver e dizer o que todo mundo já estava vendo. É preciso ter coragem para, se o caso deve chegar à D. Dilma e ao seu partido, prosseguir até as últimas consequências. Quem for inocente sairá fortalecido. Mas se não for...

Manipulação. Quem é Responsável?

San Juan (Consultor)

Resumo dos fatos:
1- a Polícia Federal identifica um esquema delituoso em conluio com as mais expressivas empresas "empreiteiras do país, coordenado por dois fulanos, um deles ex-diretor da maior empresa estatal brasileira e o outro um negociante de moeda estrangeira, que opera nesse mercado há mais de 15 anos com o objetivo conhecido de lavar dinheiro ilícito, ambos agindo em benefício próprio e de políticos de grande destaque.
2- O volume do furto aos cofres é de tal tamanho que ambos optam por aderir à modalidade da "delação premiada".
3- Em seguida os malandros denunciam diversas empresas privadas como responsáveis da corrupção ativa. Os seus principais diretores são presos preventivamente.
4- Isto ocorre durante os meses que precederam às eleições presidenciais de 2014. O fato geral é largamente noticiado e, obviamente, levanta grande suspeita sobre a eventual participação e responsabilidade da candidata à reeleição, Dilma Rousseff, argumentos soberbamente utilizados na campanha eleitoral pela oposição.
5- Às vésperas do 2º turno da eleição presidencial, a revista VEJA adianta dois dias a sua distribuição e no sábado chega às bancas e ao domicílio dos seus subscritores. Na capa: LULA e DILMA SABIAM... Se a informação fosse verdadeira, quem a teria fornecido? Nunca se revelou a origem...
6- AGORA O COMENTÁRIO:
Desde que Dilma foi eleita, a cada dia ou semana surgem informações sobre políticos envolvidas nesse esquema ilícito. Os meios divulgam diversos nomes de pessoas que "estariam" envolvidos, quer seja de um partido ou do outro, mas sempre conjugando o verbo no "condicional" (estaria, poderia, teria participado, etc. etc.) protegendo-se contra demandas por calúnia. HASTA QUANDO A JUSTIÇA PERMITIRÁ ESSE TIPO DE MANIPULAÇÃO?

Comentários encerrados em 16/01/2015.
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