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Volta da governabilidade

Presidente da OAB pede que Dilma se desculpe com o Brasil e amplie diálogo

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Côelho, afirmou neste domingo (18/8) que a presidente Dilma Rousseff precisa pedir desculpas ao Brasil. Em nota, ele diz Dilma que apresentou na campanha eleitoral uma realidade econômica inexistente na realidade.

"É chegada a hora de revelar esse engano, assumir os equívocos e conclamar a união da sociedade brasileira para a superação da crise ética, política e econômica", afirma. Em sua opinião, esse gesto é importante na retomada da governabilidade do país e para a estabilidade institucional.

O presidente da OAB pede também que o diálogo com a sociedade seja permanente e não apenas em momentos de crise. "Diálogo de verdade se faz com quem pensa diferente, e não apenas com os apoiadores.  É preciso saber ouvir as críticas", complementa. Ao criticar, ele afirma: "Melhorar os gastos públicos é a primeira tarefa desta retomada de governo".

Leia a nota divulgada neste domingo: 

A presidente Dilma Rousseff necessita pedir desculpas ao Brasil.  Ela apresentou na campanha eleitoral uma realidade econômica inexistente. É chegada a hora de revelar esse engano, assumir os equívocos e conclamar a união da sociedade brasileira para a superação da crise ética, política e econômica.

Esse necessário gesto de sinceridade da presidente, que demonstrará humildade e amadurecimento político, apresenta-se como um fator importante na retomada da governabilidade do país e para a estabilidade institucional.

Além disso, o diálogo com a sociedade deve ser permanente e não apenas em momentos de crise. O Brasil é um país muito complexo e diversificado para um governo a quatro paredes. Dialogar significa não apenas fazer propaganda política, mas, efetivamente, ouvir as sugestões e decidir o melhor a partir da troca de ideias e experiências.

Diálogo de verdade se faz com quem pensa diferente, e não apenas com os apoiadores.  É preciso saber ouvir as críticas. Por exemplo, a população estava certa em 2013 quando disse que os bilhões dos estádios de futebol deveriam ter sido utilizados na construção de hospitais e escolas.

Melhorar os gastos públicos é a primeira tarefa desta retomada de governo.

Havendo sinceridade, sem números maquiados, olho no olho, o povo brasileiro estará disposto a contribuir com a superação desta crise ética, econômica e política.

Marcus Vinicius Furtado Coêlho
Presidente Nacional da OAB

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2015, 17h03

Comentários de leitores

15 comentários

Nem que a vaca tussa!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Ao invés de desculpas, porque não sua renúncia, pura e simples. Creio, sinceramente, que este seria o ato adequado à presente situação em que se encontra o Brasil e demonstraria, por parte da presidente, um mínimo de respeito ao eleitorado enganado por suas promessas falaciosas e um resquício, que seja, de patriotismo. Entretanto, considerando sua personalidade arredia a tais predicados e o projeto de poder de seu partido, mesmo que a vaca tussa, penso ser muito remota tal possibilidade. Pobre Brasil. Pois é!

Empurrando bêbado de ladeira....

Leite de Melo (Advogado Sócio de Escritório)

O Presidente da OAB dando uma de oportunista ao querer empurrar bêbado de ladeira.....aí fica fácil......Mas aí Presidente, quando o senhor virá a público defender eleições diretas pra Presidente da OAB Nacional?

Excelente. Aplaudo.

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Finalmente a OAB adota um posicionamento condigno à sua posição de destaque dentro do Estado Democrático de Direito.
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O PT não inventou a corrupção, mas a abraçou e sistematizou como nunca antes na História se registrou, e nos levou, por roubo, desperdício e mentiras, a uma crise econômica que afligirá principalmente os menos favorecidos.
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Os que se calarem agora equivalem, guardadas as devidas proporções, aos que se calaram durante a ascensão do nazismo na Alemanha, do facismo na Itália e do bolivarianismo que vem devastando a Venezuela.

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