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Herói moderno

Apoio a Sergio Moro chama a atenção em manifestações contra o governo

Se nas manifestações de 2013 o nome do então ministro do Supremo Tribunal Federal Jaquim Barbosa aparecia em destaque nas ruas, com pessoas pedindo que ele fosse candidato a presidente da República, na manifestação deste domingo (16/8) contra o governo, quem é apontado como herói é o juiz federal Sergio Moro, responsável em Curitiba pelas ações da operação "lava jato", que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

Barbosa no entanto não foi esquecido. Em uma faixa com o símbolo da maçonaria levada aos protestos que acontecem em Salvador, o ex-presidente do STF aparece ao lado de Sergio Moro, do ministro do STF Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Além deles, a faixa com a inscrição "patriotas" conta com fotos dos integrantes do Ministério Público Federal responsáveis pela condução da "lava jato".

Moro também foi lembrado em outros locais. No Rio de Janeiro, há manifestantes com camisetas escritas "I love Sergio Moro". Em Pernambuco, uma faixa pede que o juiz "não nos abandone". Na mesma manifestação foi feito um boneco gigante do juiz, semelhante àqueles tradicionais do carnaval de Olinda. No interior de São Paulo, há manifestantes com a máscara do juiz federal.  Em Brasília, outra faixa diz: "Moro, estamos com você".

Motivos variados
As manifestações contra o governo deste domingo acontecem em várias cidades do país. O motivo é o mesmo: instatisfação. A solução proposta para os problemas é que tem variado. Há desde quem defenda o impeachment da presidente Dilma Roussef até quem defenda a volta da ditadura militar.

O caldeireiro Julio Peres carregava a faixa "Intervenção constitucional já!". Para ele, somente os militares podem repor a ordem no país. "Há uma inversão de valores e querem implantar o comunismo aqui. Com a intervenção, todos os Poderes vão cair e seis meses depois chamamos novas eleições", afirmou à Agência Brasil.

O editor de imagens, João Santolin, não defende o impeachment nem a intervenção. Ex-eleitor do PT, ele diz que foi para as ruas manifestar sua insatisfação com o governo. "Não concordo com tudo o que é falado aqui, mas não dá mais para continuar assim. Falta justiça neste país e neste governo", disse.

Há até quem esteja nas manifestações por ser contra o aborto. A estudante Viviane Picorelli, integrante do movimento “Deixai vir os pequeninos”, se juntou à manifestação  para pedir que o aborto não seja legalizado. "O governo da Dilma, representado pela esquerda, é o que mais tem promovido o aborto no nosso país", declarou.

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2015, 14h41

Comentários de leitores

2 comentários

instatisfação?

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A palavra correta é extermínio. A destruição completa de uma organização criminosa que domina o país nos últimos 12 anos.

Ironize o quanto quiser, Conjur, Moro é o cara!

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

O CONJUR tenta ironizar, colocando o subtítulo de "herói moderno".
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A grande verdade é que muitos juízes se acovardam, se vendem ou abraçam utopias abolicionistas jamais adotadas em qualquer país sério do mundo.
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Aí aparece um juiz sério, firme, que não se vende, que não tem medo das elites mafiosas do governo e do empresariado, e todo o povo trabalhador aplaude. É claro!
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Seria muito mais fácil pro Moro dar uma de garantista e anular tudo, e soltar todo mundo. Muito menos trabalho. Muito menos dor de cabeça. Muito menos medo! (Sim, medo, porque se eu fosse ele pensaria duas vezes sempre que fosse girar a chave do carro).
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Mas o cara enfrenta. E não adianta Conjur e outras publicações vendidas às elites criminosas ou ao hipergarantismo utópico espernearem, a população irá amá-lo.
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Porque nós, que acordamos cedo, trabalhamos duro, e compramos cada eletrodoméstico de nossa casa com dinheiro suado do esforço de nosso labor, queremos ver esses mafiosos que enriquecem fácil às custas do Erário na cadeia! Simples assim.

Comentários encerrados em 24/08/2015.
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