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Fiscal da lei

Promotora do Paraná é presa em Londrina por dirigir bêbada e causar acidente

A promotora do Ministério Público do Paraná Leila Schimiti foi flagrada bêbada dirigindo um carro em Londrina, no último sábado (8/8). Em decorrência de seu estado de embriaguez, ela provocou um acidente envolvendo três outros veículos. Não há relatos de feridos.

Leila atua na operação publicano, que investiga suspeitas de corrupção de auditores fiscais da Receita Estadual do Paraná. Desde o início da operação, 237 pessoas foram denunciadas à Justiça por corrupção passiva, ativa e formação de organização criminosa.

Um vídeo que não deixa dúvidas quanto ao estado de uma das mais radicais e midiáticas promotoras do Paraná foi publicado no YouTube. Assista à filmagem:

Ao ser vista nesse estado, a promotora tentou fugir, mas foi impedida por populares e presa pela Polícia Militar. Após ser detida e levada à delegacia, ela se recusou a fazer o teste do bafômetro. Na ocasião, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Claudio Esteves e Renato Lima Castro foram à delegacia auxiliar sua colega e impediram que fossem tiradas fotos de Leila, além de proibir a presença da imprensa no local.

Boletim de Ocorrência sobre ocorrido envolvendo a promotora Leila Schimiti

Schimiti, que estava rigorosamente bêbada, foi liberada sem pagar fiança, sob vaias de centenas de pessoas que se aglomeraram em frente ao órgão policial. Em nota, a promotora classificou o ocorrido como lamentável e se desculpou com os envolvidos na batida e a sociedade. Ela também afirmou que irá se submeter às consequências legais.

"Em razão do lamentável evento ocorrido na data de ontem e que me envolve, venho a público externar meus pedidos de desculpas a todos os envolvidos e à sociedade. Na oportunidade, me submeti às medidas determinadas pelas autoridades e assim será em relação às demais consequências legais advindas desse episódio. Peço a Deus que me dê serenidade para passar por esse momento e continuar trabalhando em benefício da sociedade", disse a promotora.

Segundo o Boletim de Ocorrência, sua soltura ocorreu porque promotores não podem permanecer presos ou pagar a fiança de crimes afiançáveis, ou seja, que têm penas menores do que quatro anos de detenção.

Revista Consultor Jurídico, 10 de agosto de 2015, 14h19

Comentários de leitores

25 comentários

sem perspectivas...

frank_rj (Outro)

por que a sociedade se espanta com corrupção e escândalos? são meras consequências das regras que aceitamos como legítimas.
deveríamos estranhar é o fato de aqueles que não necessitam ou não deveriam, ser justamente os que mais tem prerrogativas.
fosse outro e seria espancado e ridicula e ilegalmente exposto às câmeras.

Desrespeito à Lei e aos cidadãos

Antonio Grando da Silva (Professor)

Embora seja uma prerrogativa legal (a de não produzir provas contra si mesmo), na prática, eximir-se de realizar o teste do "bafômetro" trata-se se apenas de uma 'chicana' jurídica.
A promotora deveria, por atributos da função, ser a 1ª a respeitar a lei. Agindo desta forma, demonstra que o respeito à lei pode ser flexível, de acordo com as conveniências. Dois pesos e duas medidas. Triste...

Certeza da impunidade?

galo (Outros)

Aguardemos a devida punição à acusadora !!! O deputado que dirigindo a quase 180km por hora e assassinou dois rapazes até hoje não foi punido. Esse MP do Paraná perde cada ação na justiça .....

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