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Advogados pernambucanos são contra obrigatoriedade do processo eletrônico

Mais da metade dos advogados (57,8%) pernambucanos são contra a obrigatoriedade do processo judicial eletrônico (PJe) na varas cíveis de Recife, que será determinada a partir do próximo dia 14 de agosto. É o que aponta uma pesquisa feita pela seccional de Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil no período de 21 a 31 de julho.

De forma espontânea, 2.380 advogados responderam ao questionário encaminhado via Recorte Digital — um dos serviços oferecidos gratuitamente, que consiste no envio diário das publicações judiciais. O resultado da pesquisa consolida o posicionamento da OAB-PE em relação à matéria, que é o de implantar o PJe de forma gradativa e segura.

O presidente da seccional, Pedro Henrique Reynaldo Alves, entende que ainda há ajustes a serem feitos no PJe. Ele, inclusive, encaminhou ofício à presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco pedindo a prorrogação da data de obrigatoriedade do uso do sistema, mas, até o momento não obteve resposta.

A maneira como o PJe vem sendo implantado nos fóruns do Estado há muito tem sido questionada pela advocacia. A falta de estrutura adequada e segura de rede de internet na maioria dos municípios pernambucanos, aliada à questão cultural, onde uma parcela significativa de advogados ainda não está adaptada à era da tecnologia, são argumentos da OAB-PE para a reestruturação do cronograma de inserção do PJe na rotina do judiciário. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-PE.

Revista Consultor Jurídico, 7 de agosto de 2015, 13h48

Comentários de leitores

5 comentários

O problema não é o PJe

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O problema não é o PJe e sim as praticas cartorárias viciadas que até hoje não mudam mesmo com a digitalização dos processos e em grande parte são responsáveis pelas demoras dos juízos em dar a devida celeridade na prestação jurisdicional.

Depende

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

O processo judicial eletrônico é muito bem vindo.
O que não é bem vindo é o PJE implantado na Justiça do Trabalho e em alguns Tribunais estaduais como no TJMG.
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Quem projetou e desenvolveu o citado PJE é de uma incompetência ímpar.
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O sistema é tão ruim que nem o suporte consegue entender.
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Tente ligar para o suporte do PJE da Justiça do Trabalho e verás que estão todos perdidos.
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Agora, o peticionamento eletrônico do TJSP é muito prático e de fácil utilização. PARABÉNS À SOFTPLAN, responsável pelo projeto e implantação do sistema.
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Quanto ao péssimo sistema PJE, o CNJ deveria intervir pois é uma dor de cabeça para os operadores do direito. PÉSSIMO.

A maioria dos advogados de PE é contra o PJE

ACUSO (Advogado Autônomo - Dano Moral)

Apesar de suas vantagens ( principalmente para quem não reside na capital ) entendo que o processo eletrônico ( que não funciona a contento em Recife ) poderia ser opcional .

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