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Ordem pública

Mantido preso policial acusado de ter "kit extorsão"

Um policial federal acusado de concussão e formação de quadrilha vai continuar preso como garantia da ordem pública, segundo definiu o Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Gerson Ribeiro da Costa, da PF do Rio de Janeiro, foi preso em dezembro de 2013 durante a operação replay — deflagrada para desmantelar uma quadrilha de policiais que cometia extorsões.

No parecer, a Procuradoria Regional da República da 2ª Região afirmou que o preso é o principal responsável pela mala com itens chamados “kit extorsão”: revólver calibre 38, par de algemas, granada lacrimogênea, touca ninja, sprays de pimenta e aparelhos de choque. O material foi encontrado na viatura usada pelo policial.

Gerson Costa é um dos acusados de exigir propina para arquivar suposta investigação contra um empresário. “A prisão preventiva foi decretada considerando os indícios de periculosidade de Gerson, que usou uma viatura da Polícia Federal para a realização da ação violenta e arbitrária contra a vítima”, disse o procurador Marcelo Freire.

O TRF-2 também considerou o fato de o policial ter informações privilegiadas sobre a investigação da operação replay para decidir pela manutenção da prisão preventiva. Com informações da Assessoria de Imprensa TRF-2.

Processo 20130201019207-6

Revista Consultor Jurídico, 15 de maio de 2014, 13h19

Comentários de leitores

1 comentário

Delinquência policial

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov (Advogado Autônomo)

Pior é o kit corrupção.
Os seus portadores são aqueles que retumbam no peito o combate à corrupção e ao crime organizado. Na eloquência desses paladinos da retidão somos presas fáceis.
E os mais abomináveis e nefastos são cercados de admiradores – suas vítimas potenciais –, ocupam cargos de destaque, são chefes, coordenadores, palestrantes e podem alcançar o degrau máximo de suas instituições.
Os tais setores de “inteligência” pode ser um dos seus “habitats”. Neste chão dominado pela maldição estatal é imprescindível a vigilância com os dissimulados, sempre há um zorro a serviço do poder.
A psicopatia exerce plena intimidade com essas escórias sociais.
A única defesa: ficar longe deles senão a tortura será inevitável.

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