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Pesquisa mundial

Pesquisa mostra percepção negativa do público sobre advogado

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A confiança do público na advocacia não está em alta no mundo. Uma pesquisa feita em 25 países com a opinião de entrevistados coloca os advogados entre os profissionais com menor credibilidade de acordo com a percepção geral. pelas respostas, os bombeiros foram considerados os profissionais mais confiáveis.

A média dos países pesquisados indica que, para os pesquisados, a advocacia é a sexta profissão em que eles menos confiam (61%), ficando à frente apenas do policial (59%), do publicitário (56%), do prefeito (53%), do agente de seguros (48%) e do político (31%). Somente na Alemanha e no Japão os advogados estiveram entre as 15 profissões tidas pelo público como mais confiáveis.

Já os juízes estão em melhor posição entre as 32 profissões questionadas. Com 71% de confiança na média, os juízes aparecem na 15ª posição da lista. Em apenas cinco países o advogado aparece com mais credibilidade diante do público que os juízes: Polônia, Espanha, Argentina, Indonésia e Rússia.

Pesquisa feita pelo instituto alemão GfK Verein questionou o nível de confiança em 32 profissões. Foram entrevistadas cerca de 28 mil pessoas em 25 países em todos os continentes. Para todas as profissões, os pesquisados tinham as seguintes opções de resposta: "Eu confio completamente"; "Em geral, eu confio"; "Não confio muito"; "Não confio nada"; e "Nenhum comentário".

No Brasil, o advogado está em quarto lugar na lista dos profissionais menos confiáveis na opinião do público pesquisado, com um índice de confiança de apenas 41%. A credibilidade da advocacia brasileira, segundo essas pessoas, só é melhor que a de agente de seguros, de prefeito e de político. Os juízes aparecem em 12º lugar, com uma confiança de 59%. De acordo com a pesquisa, o Brasil é um dos países em que as pessoas demonstraram menor confiança nas profissões.

Pesquisa nacional
Uma pesquisa nacional feita pelo instituto Valore Brasil contraria os resultados da pesquisa do instituto alemão. De acordo com o Valore Brasil, 72,29% dos cidadãos entrevistados enxergam positivamente os profissionais da advocacia. A cada 10 pessoas, pelo menos 7 veem com bons olhos o trabalho da advocacia. Ao todo, 67,44% responderam que têm o hábito de consultar um advogado antes de tomar decisões legais.

Clique aqui para ler a pesquisa do GfK Verein (em inglês).

Índice de confiança do público
PaísJuizAdvogado
África do Sul80%73%
Alemanha74%70%
Argentina35%41%
Austrália75%46%
Áustria79%65%
Bélgica70%58%
Brasil59%41%
Canadá87%63%
Coreia do Sul54%56%
Espanha42%53%
Estados Unidos78%50%
França65%61%
Holanda79%54%
Índia86%67%
Indonésia52%61%
Itália52%43%
Japão67%68%
Quênia50%42%
Nigéria50%49%
Polônia59%56%
Reino Unido69%59%
Rússia49%67%
Suécia81%62%
Suíça64%64%
Turquia73%73%

Índice de confiança do brasileiro | Create Infographics

 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 15 de maio de 2014, 14h37

Comentários de leitores

27 comentários

A corrupção e o café do guarda...

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Continuo a afirmar que, em se tratando de Justiça, os problemas sociais são gerados já no "berço". Não tenho medo de dizer que o brasileiro critica a corrupção mas adora dar um cafezinho para o guarda...
De dez pessoas que nos consultam, oito afirmam que sempre há uma brecha na lei, que têm certeza de que possível achar uma brecha que lhe seja favorável...
Eu não aprendi, não tive essa matéria e não consta em programas de bacharelado em Direito um capítulo sequer sobre as tais "brechas na lei".
Gente bem intencionada consulta advogados inclusive para NÃO LESAR pessoas. E posso dizer que já recusei causas em que percebi a má intenção do consulente, a intenção de lesar terceiros TUDO COM BASE NA LEI.
E sabe qual será o resultado de uma causa judicial indevidamente apresentada ao juiz e devidamente embasada na LEI? Ao Juiz não restará alternativa que não seja dar razão ao litigante malicioso... Portanto, sinto-me muito seguro em ratificar, sem o intuito de desrespeitar a opinião alheia, que a pesquisa e a opinião "popular", no fundo, não dizem absolutamente nada sobre a credibilidade de pessoa tal ou qual, pois advogados não agem em nome próprio (agem em nome de alguém) e juízes decidem causas dos "donos do direito". Portanto...

No Brasil apenas 6% confiam nos políticos

Jorge (Jornalista)

Este deveria ser o título da matéria: No Brasil apenas 6% confiam nos políticos.

Ao O.E.O

San Juan (Consultor)

Torna-se difícil aceitar o argumento de que “...enquanto a sociedade não for honesta, os pais não forem conscientes do papel que devem desempenhar e os gestores públicos ignorarem o interesse público não terá jeito e seremos uma nação de sem-vergonhas...”, como sendo essa a condição prévia para que as questões jurídicas no Brasil sejam bem resolvidas em benefício da sociedade e não mais se constituam no fato gerador da desconfiança que, segundo a pesquisa, os profissionais da Justiça inspiram à população. Ora, sem negar ou renegar da nossa responsabilidade com a sociedade e sem entrar no mérito da validade da pesquisa, tal justificativa pretende demonstrar que o “ciclo vicioso - ilícito/brecha da lei/impunidade”, que segundo os especialistas de fato existe, não precise ou deva ser objeto de reanálise por parte dos legisladores e os profissionais do Direito e da Justiça. Ninguém nega que as leis devam ser aplicadas dentro do ORDENAMENTO jurídico e que, além de ser feitas PARA TODOS, sejam utilizadas em todas as suas possibilidades pelos advogados e magistrados. Porém isto não significa que esses recursos sejam perfeitamente adequados à nossa situação presente. Se nada for feito e apenas aguardarmos que as condições morais e sociais vigentes se modifiquem para que as infrações e ilicitudes desapareçam, podemos correr o risco de o caos social se instalar em curto prazo. É certo que a cada dia vemos episódios que mostram claramente uma preocupante decadência da qualidade moral da nossa sociedade; isso é verdade e até pode ser o alastramento de um fenômeno mundial, mas lembremos, também, que a arrasadora maioria da população é pacífica e trabalhadora e, neste momento, mais que nunca, precisa do amparo do Direito e da Justiça.

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